Italianos correm contra o tempo

Lazio e Roma correm contra o tempo e denunciam complô da Liga Italiana de Futebol. As duas equipes romanas foram excluídas provisoriamente da Série A por não estar com a contabilidade em ordem. Ambas têm prazo até amanhã à noite para apresentar defesa, e no máximo na segunda-feira precisam mostrar plano de investimentos e garantias bancárias para a temporada de 2002-03. A suspensão da inscrição da campeã de 2000 (Lazio) e da vencedora do torneio de 2001 (Roma) seria conseqüência de débitos com a Liga e de irregularidades contábeis. A decisão foi interpretada, por dirigentes dos dois times, no mínimo como equivocada. "Não temo por nosso futuro no campeonato", afirmou Sergio Cragnotti, presidente da Lazio. "Tivemos prejuízos, por causa do desempenho ruim em algumas competições, mas nada que nos impeça de ter vida normal." O dirigente admite que o clube foi obrigado a aumentar capital em US$ 57 milhões, para compensar perdas de US$ 40 milhões, e que o dinheiro estará disponível a partir da semana que vem. "Comunicamos o fato à Liga, mas parece que não há sintonia com a Federação Italiana de Futebol", ironizou Cragnotti. "Mas a torcida pode ficar tranqüila." Franco Sensi, presidente da Roma, foi mais duro. Em sua avaliação, a Liga, que controla os interesses dos clubes, agiu de forma severa e sem critério. Sensi diz que a dívida da Roma é de pouco mais de US$ 3 milhões, uma ninharia, se for comparada com quantias maiores devidas por outras sociedades. "Quais os critérios da Liga?", questiona. "Como podemos ser tratados dessa forma, quando sabemos que há clubes com déficit superior a US$ 200 milhões?" Sensi levanta dúvidas sobre os critérios da entidade, presidida por Adriano Galliani, que é também diretor geral do Milan. "Meu clube paga à Liga proporcionalmente mais do que o dele", raciocina. "Como tem coragem de falar em inadimplência?"

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