Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Itaquerão, futuro estádio do Corinthians, completa 100 dias de obras

Gerente comercial diz que arena que abrirá a Copa 2014 estará pronta em 2013

Paulo Fávero, estadão.com.br

06 Setembro 2011 | 05h30

SÃO PAULO - O Corinthians comemora nesta terça-feira, 6 de setembro, o centésimo dia de obras no Itaquerão. Após a assinatura do contrato com a Odebrecht, as atividades no terreno, que começaram em 30 de maio, estão em ritmo acelerado. Ricardo Corregio, gerente comercial da obra, garante que o clube não precisará dar uma esticadinha no cronograma, mesmo que a Fifa tenha se manifestado dizendo que o estádio poderá ser entregue no primeiro trimestre de 2014. "Ficará pronto em dezembro de 2013. Apesar de termos adiantamentos em relação ao cronograma, o caminho crítico da obra passa pelo prédio oeste", explica.

Isso significa que, apesar de adiantada, o executivo prefere manter os pés no chão sobre uma das etapas mais importantes da obra, que é a construção de um prédio de 11 andares (sendo três para baixo, no subsolo, de garagem), com 220 metros de comprimento e 80 metros de largura. É lá que ficarão as estruturas de recepção de vips, os camarotes e o espaço de hospitalidade da Fifa para a abertura da Copa do Mundo de 2014.

Até agora, cerca de 30% a 35% dos serviços de terraplenagem foram concluídos. E no que se refere às fundações, de 15% a 20% foi executado. "O início da cravação das estacas nós iniciamos dia 24 de julho e pelo cronograma seria apenas em meados de agosto. Também antecipamos os serviços com os blocos de fundação. A etapa de pilares seria só em outubro, mas também já começamos", conta.

O canteiro de obras está com aproximadamente 450 funcionários. "Mas teremos um incremento significativo de 250 a 300 pessoas nos próximos dois meses. Acredito que até o final do ano teremos até mil trabalhadores no terreno", avisa Corregio.

Ele lembra que entre os operários há muita gente que mora na zona leste e garante que o único critério que não é analisado na hora da contratação para trabalhar no canteiro de obras é o time de coração. "Queremos apenas profissionais capacitados, independentemente da torcida."

Corregio tem visto frequentemente corintianos na porta do estádio e lideranças da região, como o padre Rosalvino. "A gente vê tudo isso como uma coisa diferenciada. Notamos as pessoas muito motivadas, mesmo as que torcem para outros clubes estão trabalhando com vontade, até pelo desenvolvimento da região. Muita gente é do entorno da obra e é comum os líderes comunitários virem aqui falar com a gente."

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