Iugoslávia formou grandes seleções e jogou 9 mundiais

Seis sequipes de ex-repúblicas ioguslavas já participaram de Copas do Mundo

Almir Leite, O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2013 | 08h30

SÃO PAULO - A Bósnia-Herzegovina foi uma das seis repúblicas que formaram a Iugoslávia que, enquanto existiu como país, teve futebol forte. As seleções eram compostas, invariavelmente, por jogadores habilidosos e com excelente noção tática. Mas muitas vezes os resultados ficaram aquém do que seria possível por causa de desavenças no grupo, formado por atletas de etnias e religiões distintas.

Tanto que só ganhou um título significativo, o ouro olímpico em 1960 – também ganhou três pratas, em 1948, 1952 e 1956 e um bronze, em 1984.

A Iugoslávia disputou 9 Copas do Mundo. Esteve presente na primeira, em 1930, quando ficou em terceiro lugar, empatada com os Estados Unidos, sua melhor colocação em Mundiais. Em 1962, outra boa campanha, com uma equipe bem parecida com aquela campeã olímpica em Roma dois anos antes. Os iugoslavos ficaram em quarto lugar na Copa disputada no Chile.

Suas outras participações foram em 1950, 1954, 1958, 1974, 1982, 1990 e 1998.

A Copa da França foi a última que teve a Iugoslávia jogando como país. A história chegou ao fim em 29 de junho, com uma derrota por 2 a 1 para a Holanda, nas oitavas de final.

A Iugoslávia jogou com o Brasil quatro vezes em Mundiais. Em 1930, venceu por 2 a 1, na estreia de ambas as equipes. Em 1950 o Brasil deu o troco: 2 a 0, no Maracanã, gols de Ademir e Zizinho. Quatro anos depois, na Suíça, empate por 1 a 1 (Didi fez para o Brasil), num jogo que, segundo algumas versões, os iugoslavos pediram aos brasileiros para diminuir o ritmo e fazer um jogo de compadres, pois o empate levava as duas seleções às quartas de final – os brasileiros não teriam prestado atenção no regulamento.

O último embate entre Brasil e Iugoslávia em Copas foi em 1974, na Alemanha. Novamente era a estreia das duas equipes. O jogo foi fraco tecnicamente e não saiu do 0 a 0.

Na sua partida seguinte, a Iugoslávia aplicou uma das maiores goleadas na história dos Mundiais: 9 a 0 no Zaire, então a primeira seleção africana a jogar o torneio.

Ao longo da história a Iugoslávia teve grandes jogadores, como os atacantes Milosevic, Mijatovic e Bajevic, o zagueiro Katanec, o meia Prosinecki, entre outros.

Esses jogadores têm as mais diversas origens. Prosinecki, por exemplo, é croata; Mijatovic, montenegrino.

Existisse como país atualmente, a Iugoslávia continuaria a formar seleções fortes, tanto são os bons jogadores de suas ex-repúblicas em atividade. Seria possível ter um time titular de altíssimo nível (leia arte) e ainda haveria reservas como os defensores Subotic (sérvio que joga no Borussia Dortmund) e o atacante macedônio Pandev, estrela do Napoli.

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