Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Já eliminados da competição, Japão e México jogam mais que a honra

Rivais vivem situações opostas: japoneses projetam boa Copa e mexicanos temem perder vaga nas Eliminatórias

VÍTOR MARQUES - Enviado Especial, O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2013 | 08h02

BELO HORIZONTE - Duas derrotas. Este é o saldo da Copa das Confederações para Japão e México. Mas o quadro após a eliminação foi distinto para as duas seleções que se enfrentam às 16h, no Mineirão. O Japão já vislumbra disputar uma boa Copa do Mundo e pensa no futuro. O México, em crise, corre risco de ficar de fora do Mundial e, por isso, quer consertar o presente.

O moral do Japão para a despedida da Copa das Confederações está alto. O time fez um grande jogo contra a Itália, apesar da derrota por 4 a 3. “Fomos melhores durante 70 minutos, mas a Itália nos venceu porque tem experiência e aproveitaram a oportunidade que tiveram”, disse o técnico Alberto Zaccheroni, italiano que tenta dar um novo estilo ao futebol japonês, de mais toque de bola.

Imprimir uma nova cara à seleção japonesa foi possível graças a “internacionalização” dos principais jogadores. Honda joga no CSKA; Kagawa, no Manchester United, e Nagatomo, na Inter de Milão. Com isso, a seleção ganhou qualidade em relação à última década.

Zaccheroni foi enfático ao dizer que não irá mudar a maneira de sua seleção jogar após as derrotas para Brasil e Itália. Ele aposta no sistema 4-5-1. Sua força está no meio de campo, com Kagawa, o organizador.

“Não penso em nenhum outro sistema, pois tivemos resultados com ele. Quero velocidade, mas com foco. Contra a Itália tivemos velocidade, não erramos passes e controlamos bem a bola”, afirmou.

Seu temor é a condição física dos jogadores para a partida devido à intensidade que o time mostrou contra a Itália. Zaccheroni cogitou substituir algum atleta que não esteja 100%. E não confirmou o substituto do volante e capitão Hasebe, que está suspenso.

Outra preocupação de Zaccheroni: a movimentação dos atacantes do México, em especial de Chicharito Hernandez, parceiro de Kagawa no United, além das variações táticas da equipe mexicana. “Ele (Chicharito) é um grande atacante e todo o sistema defensivo precisa estar atento”, disse Kagawa.

PRESSÃO

O México chegou pressionado pela campanha ruim nas Eliminatórias. As derrotas para Itália e Brasil catalisaram as críticas ao técnico Manuel de La Torre. O esquema 4-2-3-1 não deslanchou apesar de ter um atacante veloz como Chicarito como referência, e bons valores no meio de campo, como Giovanni dos Santos. Mier é um outro destaque no apoio pela esquerda.

Uma derrota para o Japão mesmo no jogo dos “eliminados” não deve custar a cabeça de De La Torre, segundo a imprensa mexicana. Mas a próxima competição, a Copa Ouro, em julho, será fundamental para a permanência dele.

Também contra o México está o Mineirão. O Japão tem a preferência da torcida – mais de 40 mil ingressos já foram vendidos. De amistoso este jogo não tem nada.

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