NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Já virou rotina: saída de zagueiro escancara bagunça no São Paulo

Aderllan se junta à lista de reforços recentes que oneraram o clube, pouco jogaram e foram embora antes do previsto

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

24 de abril de 2018 | 07h00

O zagueiro Aderllan, liberado pelo São Paulo para acertar com o Vitória na segunda-feira, deixou o Morumbi após cinco jogos disputados em pouco mais de nove meses de casa. Trazido do Valencia, da Espanha, custou, à época, cerca de R$ 1,85 milhão. Une-se, assim, a uma lista de reforços que trilharam roteiro parecido: tiveram algum tipo de custo ao clube, pouco contribuíram em campo e deram adeus aos tricolores antes do término dos seus contratos  – o de Aderllan ia até o fim deste ano.

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Podem ser incluídos nessa relação o atacante Neilton e os meia-atacantes Thomaz, Maicosuel, Cícero e Jonatan Gómez.

O que eles têm em comum? Escancaram a verdadeira bagunça em que se transformou a gestão no São Paulo, que nos últimos dias quase repetiu o filme: esteve perto de ceder Diego Souza ao Vasco arcando com parte dos salários do meio-campista. A repercussão negativa de tal possibilidade parece ter acendido a luz amarela nos dirigentes, que resolveram recuar e apostar mais um pouco no jogador, passados pouco mais de três meses desde a sua chegada.

Em uma conta rápida, dos nomes citados acima, apenas Neilton e Cícero vieram "de graça". O primeiro foi envolvido em uma troca com o Cruzeiro pelo volante Hudson. Ficou cinco meses, jogou 12 vezes, não fez nenhum gol e acabou devolvido aos mineiros antes que o acordo expirasse. Posteriormente, o Vitória o contratou.

Cícero, por sua vez, chegou sem custos na transação com o Fluminense, mas ganhava cerca de R$ 350 mil de salário (o teto do clube na ocasião), sendo 70% pago pelos paulistas e 30%, pelos cariocas. Passou nove turbulentos meses no CT da Barra Funda, período no qual participou de 30 jogos e marcou quatro gols. Após ser afastado, rescindiu antes do encerramento do vínculo firmado.

Juntos, os outros três – Maicosuel, Thomaz e Gómez  – custaram aproximadamente R$ 6,5 milhões. Em enredo semelhante ao dos atletas já mencionados, praticamente não jogaram antes que a diretoria resolvesse dispensá-los. Mas o caso do trio difere em uma questão: todos ainda têm seus direitos federativos ligados ao São Paulo, mas acabaram emprestados a outras equipes.

Confira abaixo um resumo de cada caso:

Neilton

Período no São Paulo: 5 meses

Anunciado em: 22/12/2016

Custo: zero, pois envolvido na troca com Hudson

Jogos: 9

Gol: 0

Destino: saiu em 24/5/2017 (voltou ao Cruzeiro, que o negociou com o Vitória)

Cícero

Período no São Paulo: 9 meses

Anunciado em: 29/12/2016

Custo: salário de R$ 245 mil (70% do valor total; o restante era pago pelo Fluminense)

Jogos: 30

Gols: 4

Destino: saiu em 28/9/2017 (acertou com o Grêmio)

Thomaz

Período no São Paulo: 9 meses e meio

Custo: US$ 80 mil (R$ 256 mil)

Anunciado em: 29/3/2017

Jogos: 19

Gols: 2

Destino: saiu em 11/1/2018 (emprestado a Red Bull Brasil e Paysandu; tem contrato com o São Paulo até 2020)

Maicosuel

Período no São Paulo: 7 meses

Anunciado em: 7/6/2017

Custo: R$ 3,6 milhões

Jogos: 9

Gols: 2

Destino: saiu em 31/1/2018 (emprestado ao Grêmio, tem contrato com o São Paulo até 2020)

Jonatan Gómez

Período no São Paulo: 6 meses

Anunciado em: 21/6/2017

Custo: US$ 800 mil dólares (cerca de R$ 2,6 milhões)

Jogos: 12

Gol: 0

Destino: saiu em 28/1/2018 (emprestado aos árabes do Al-Fayha, tem contrato com o São Paulo até 2020)

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