Miguel Schincariol/AFP
Miguel Schincariol/AFP

Jair lamenta empate na Vila, mas exalta liderança do Santos em 'chave difícil'

"Jogamos praticamente dentro do campo deles, o Vanderlei não fez nenhuma defesa, mas não fomos eficientes para conseguir a vitória"

Estadão Conteúdo

25 Maio 2018 | 09h30

O técnico Jair Ventura não escondeu a sua decepção após o Santos não conseguir passar de um empate por 0 a 0 com o Real Garcilaso, do Peru, na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro. O comandante, porém, exaltou o fato de que o seu time fechou esta fase da Copa Libertadores na liderança do Grupo F, com 10 pontos, e em uma chave que contou também com Estudiantes, da Argentina, e Nacional, do Uruguai, dois clubes tradicionais que, juntos, somam sete títulos da competição continental.

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"Eles (adversários) se defenderam muito bem, mas não podemos tirar a vontade que os jogadores tiveram, a entrega. Jogamos praticamente dentro do campo deles, o Vanderlei não fez nenhuma defesa, mas não fomos eficientes para conseguir a vitória. A torcida queria a vitória, quando a gente perde ou deixar de vencer, tudo o que eu venho falar aqui parece que vai soar como desculpa. Queríamos a vitória também, todos nós fizemos o nosso melhor para conseguir, mas não conseguimos", afirmou o comandante, em entrevista coletiva, na qual em seguida valorizou a conquista da ponta da chave.

"Não dá para apagar a luta. Acabamos o jogo com cinco atacantes, tentando marcar. Talvez um gol num momento melhor abrisse uma situação até para uma goleada. A gente fica triste pela não vitória, mas, em uma chave difícil como essa que nós pegamos, com dez títulos envolvidos (três do Santos, quatro do Nacional e outros três do Estudiantes), fomos superiores e com duas rodadas de antecedência já estávamos classificados", completou o treinador.

Jair também encarou com naturalidade o fato de a torcida santista ter vaiado os seus jogadores após o empate desta quinta-feira na Vila Belmiro, mas aproveitou para lembrar que o time também garantiu recentemente a sua passagem às quartas de final da Copa do Brasil, outro torneio que disputa paralelamente ao Brasileirão neste momento.

"O protesto, para quem trabalha com futebol, é normal. Estou acostumado desde criança. E tem que cobrar mesmo quando nós não ganhamos. É o Santos. Somos os líderes, classificados na Copa do Brasil e não estamos tão bem no Brasileiro. Tem a pressão e temos que trabalhar pelas três competições. Ainda bem que o Santos está vivo. Somos os primeiros, estamos nas quartas e temos um jogo a menos no Brasileiro", afirmou o técnico, se referindo ao fato de que a partida contra o Vasco, válida pela terceira rodada do Nacional, foi adiada e ainda será realizada pela equipe santista.

Já ao comentar o fato de que o Santos não vem conseguindo exibir um futebol vistoso dentro de campo, Jair garantiu que se preocupa em fazer a equipe também evolua neste aspecto, embora reconheça que o mais importante seja conseguir os resultados positivos. "Queremos dar show também. E vamos trabalhar para dar alegria à torcida. Podemos ser campeões sem jogar o melhor futebol, mas vamos trabalhar para isso", prometeu.

Atual 15º colocado do Brasileirão, com seis pontos, o Santos voltará a campo no domingo, contra o Cruzeiro, às 16 horas, no Pacaembu, com o objetivo de se distanciar da zona de rebaixamento e começar a se aproximar do pelotão de frente da tabela.

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