Javier Brusco / AP
Javier Brusco / AP

Jair nega que Santos tenha sido massacrado, mas dá razão a protesto de torcedores

"O que eu vejo é um placar elástico obtido por um time que vem sendo treinado há muito tempo e em contrapartida um Santos que não fez um bom jogo"

Estadão Conteúdo

07 Maio 2018 | 10h14

Depois de ver o Santos ser arrasado por 5 a 1 pelo Grêmio, na noite deste domingo, na arena gremista, em Porto Alegre, o técnico Jair Ventura negou que o seu time tenha dado um vexame neste duelo válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador, porém, deu razão a torcedores que protestaram contra a equipe e o próprio comandante por meio de pichações feitas no Santos Business Center, uma espécie de subsede do clube, que fica próxima ao estádio do Pacaembu na capital paulista.

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Ao ser questionado por um repórter, em entrevista coletiva, se o seu time foi "massacrado" pela equipe gaúcha no duelo deste domingo, o treinador respondeu: "Foi um jogo onde uma equipe fez uma excelente partida e em que nós não fizemos uma grande partida. O que eu vejo é um placar elástico obtido por um time que vem sendo treinado por um treinador (Renato Gaúcho) há muito tempo e em contrapartida um Santos que não fez um bom jogo. Não acho que seria essa palavra (massacrado) que você usou, mas você pode colocar como quiser".

Já ao comentar o ato de vandalismo cometido contra a subsede do Santos em São Paulo, onde as frases "time sem vontade", "cadê o meia? Peres bostão" e "escala direito, Jair FDP" foram pichadas, o comandante considerou o protesto como algo natural depois de uma derrota tão expressiva como foi esta sofrida na capital gaúcha.

"Eles (torcedores) têm toda razão. Imagina você ser torcedor e ver sua equipe perder de um placar elástico como esse. Faz parte da vida do treinador, é hora de a gente saber apanhar e poder reverter no próximo jogo, na quinta-feira", afirmou Jair, já projetando o duelo diante do Luverdense, na Vila Belmiro, pelo confronto de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

Com uma partida a menos do que quase todos os outros times do Brasileirão, pois o confronto diante do Vasco, pela terceira rodada da competição, no Pacaembu, foi adiado para ocorrer apenas depois da Copa do Mundo, o Santos corre o risco de entrar na zona de rebaixamento do torneio nesta segunda-feira. Isso ocorrerá se a Chapecoense, 17ª colocada, com dois pontos, bater o Paraná na partida que começa às 20 horas, na Arena Condá, em Chapecó (SC), onde será fechada a quarta rodada - a equipe santista tem três pontos e hoje ocupa o 16º lugar.

Nas frases pichadas na noite deste domingo, em São Paulo, os vândalos santistas criticaram também José Carlos Peres, atual presidente do clube, e cobraram a contratação de um meio-campista. E o mandatário santista chegou a viajar ao México para tentar acertar com Lucas Zelarayán, meia do Tigres, mas não teve sucesso.

PRESTIGIADO

Nos vestiários da Arena Grêmio, o vice-presidente do Santos, Orlando Rollo, afirmou que a contratação de um jogador para esta se posição se tornou algo "urgente" e que nesta segunda-feira dirigentes do clube tratarão do assunto em reunião do Comitê de Gestão alvinegro. E, ao falar sobre a atual situação de Jair Ventura, ele destacou que o comandante "segue prestigiado, apesar da derrota". "A gente sabe que ele não tem peças importantes e tem feito o possível com o que tem à disposição", enfatizou.

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