Jair Picerni deve sair do Guarani

A falta de resultados positivos e as mudanças em alguns setores no Guarani estão cansando o técnico Jair Picerni. Ele já não esconde a sua insatisfação, o cansaço e fala até em estresse provocado por uma série de situações ruins. Sua saída, porém, só seria definida após a disputa dos últimos dois jogos do Campeonato Paulista, onde o time ainda luta contra o rebaixamento.Visivelmente desgastado, o técnico ainda encontrou paciência para tentar explicar a eliminação da Copa do Brasil, após o empate sem gols, em casa, com o Santa Cruz. Após perder, por 2 a 0, em Recife, o time campineiro precisa vencer por três gols de diferença. "Tivemos os mesmos erros de sempre: não marcamos os gols", resumiu. Os números comprovam suas palavras. O time tem o pior ataque do Paulistão, com apenas 17 gols, ao lado da Portuguesa Santista. Os atacantes bugrinos, especificamente, não marcam gols há 10 jogos.Picerni lembra que fez uma aposta nos jogadores formados no clube, ao invés de aceitar veteranos no elenco, como acontecia no passado. "Mas não funcionou bem, apesar de todo o empenho de todos", reconhece. Ele acha que teria melhor sucesso com a vinda de alguns reforços indicados como os meias Canindé e Anailson, além do atacante Somália.Fora isso, há um racha na diretoria. O presidente jura que pretende manter o técnico até o final do seu contrato, em dezembro, mesmo sabendo que seu salário atual - R$ 65 mil - é alto para os padrões de um clube que vai disputar a Série B do Brasileiro. E será mais pesado ainda, porque a partir de maio o técnico tem direito a um reajuste que elevará o valor para R$ 80 mil.O Conselho Gestor, que dá retaguarda ao presidente, quer cortar um gasto aproximado de R$ 120 mil mensais com a comissão técnica e já sinalizou esta mudança. Segundo eles, o time não precisaria, neste momento, de um técnico tão qualificado e tão caro. Ao mesmo tempo, com aprovação de Jair Picerni, a diretoria já contratou dois reforços para o Brasileiro: o meia Alexandre Salles, da Inter de Limeira, e o atacante Fábio Costa, do Mogi Mirim.Antes de definir o futuro do seu técnico, o Guarani ainda precisa se livrar do rebaixamento no Paulistão. O time soma 20 pontos e ocupa a 14.ª posição na classificação. E terá dois jogos difíceis pela frente: Marília, domingo, no Brinco de Ouro, e Palmeiras, em São Paulo, na última rodada. O time titular só será definido nesta sexta-feira à tarde, após o coletivo.

Agencia Estado,

07 de abril de 2005 | 18h15

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