Jair vê Botafogo 'abalado' e lembra amizade com Caio Júnior: 'Muito difícil'

Tragédia com a Chapecoense continua repercutindo nos clubes do Brasil

Estadão Conteúdo

02 de dezembro de 2016 | 17h17

O técnico Jair Ventura ainda junta forças para se levantar após a tragédia que vitimou boa parte da delegação da Chapecoense na Colômbia. O treinador do Botafogo falou com a imprensa nesta sexta-feira e não escondeu a dificuldade de trabalhar e focar na última rodada do Campeonato Brasileiro, mesmo com a decisão da vaga à Libertadores pela frente.

"Está difícil até de trabalhar, de conseguirmos treinar, mas sabemos da situação. Ainda falta um jogo e vamos honrar com o que for imposto", declarou. "Muito difícil ter que trabalhar e treinar. Jogar, ainda mais. Imagina um clima de jogo nessa situação? No futebol você não precisa conhecer alguém do avião para sofrer. A situação é mundial. Será difícil e vamos esperar o que vai acontecer para a gente fazer."

A queda do avião que levava a Chapecoense para a decisão da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional em Medellín, deixou 71 mortos, sendo boa parte deles integrantes da delegação catarinense e profissionais da imprensa brasileira. Mas a dor pela perda de uma dessas vítimas foi maior para Jair. O treinador não escondeu a tristeza pela morte de Caio Júnior, de quem foi auxiliar no Botafogo em 2011.

"Sei da dificuldade do momento, trabalhei com o Caio Júnior por muito tempo. Estava muito feliz quando ficamos conversando após o jogo (no último dia 16). É difícil falar disso tudo agora", comentou. "Era um cara sempre alegre. Olhar a televisão amanhã (no velório coletivo na Arena Condá) será bem complicado. Guardo boas recordações, era um cara do bem. Quero mandar um abraço para o Mateus, o filho dele que conheci também. Que deus possa confortá-los de alguma maneira."

Apesar da tristeza pela tragédia, Jair já começa a pensar no futuro. Não só na possibilidade garantir o Botafogo na Libertadores dia 11, no duelo contra o Grêmio em Porto Alegre, mas também em 2017. E para o ano que vem, dois possíveis reforços têm sido bastante especulados no clube: o goleiro Gatito Fernández e o meia Montillo.

"O Gatito é um bom goleiro. No futebol não tem segredo e só tivemos elogios sobre ele. Está próximo do Botafogo", confirmou Jair, antes de ser menos assertivo sobre Montillo. "Essas situações sobre negociações eu não vou falar o quanto está perto ou não. Não é minha parte. É bom jogador, já teve passagem pelo Brasil e isso ajuda na adaptação. Vamos ver se conseguimos. Vai nos ajudar."

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