Jamelli não vai estrear antes de 10 dias

O atacante Jamelli, apresentado oficialmente hoje pela manhã, no Parque São Jorge, ainda vai ter de esperar uns 10 dias para fazer a sua estréia pelo Corinthians. Além de uma rápida viagem à Espanha para acertar os últimos detalhes de seu desligamento do Zaragoza, o jogador ainda depende de alguns treinamentos físicos para entrar no rítmo de competição. Jamelli não jogará contra o Bahia, quarta-feira à noite, em Salvador, e dificilmente estará em condições para enfrentar o Grêmio, domingo, no Pacaembu. Mesmo assim, a simples presença de um novo atacante no grupo já foi um sinal de que o Corinthians não vai se acomodar numa posição intermediária do Campeonato Brasileiro. O próprio Jamelli chegou dizendo que aceitou a proposta do Corinthians por considerar a grandeza do clube. Além do salário de R$ 50 mil, que ele considera bom, o atacante apostou na força que o clube tem na mídia. Ele tinha propostas de outros três clubes grandes do Brasil mas não quis dizer quais. Acabou optando pelo Corinthians também por saber que é um clube que paga em dia. "O Corinthians é um clube que tem muita exposição na mídia e com certeza vai me colocar na vitrine". Fora isso, Jamelli e o Corinthians tinham uma história de amor mal-resolvida. Dos 11 aos 12 anos, Jamelli jogou pelo Corinthians. A sua infância foi quase toda no bairro do Tatuapé, ao lado do Parque São Jorge. Jamelli costumava descer a sua São Jorge a pé, com o par de chuteiras pendurado nas costas. Por ironia do destino, acabou fazendo história num clube do outro lado da cidade, o São Paulo. Começou a aparecer para a mídia numa final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 1993, contra o próprio Corinthians, vencida pelo São Paulo, por 4 a 3. Jamelli foi considerado o melhor jogador em campo. No time principal do São Paulo Jamelli não teve muita chance porque o elenco era forte demais. Quando apareceu a chance de se transferir para o Santos, o atacante não pensou duas vezes. Da Vila Belmiro, aos 23 anos, Jamelli seguiu para o Japão. Defendeu o Kashiwa Reysol até 1997, quando se transferiu para o Zaragoza. Ficou na Espanha até o final da temporada. Caiu com o Zaragoza para a série B mas neste ano ajudou o time a subir. Poderia renovar seu contrato se quisesse, mas sentiu que havia chegado o momento de trazer a família de volta ao Brasil. "Voltar ao Corinthians foi o melhor presente de aniversário", diz o atacante, que amanhã completa 29 anos. "Quem poderia imaginar que aquele moleque de 12 anos que começou a carreira no terrão do Parque São Jorge daria uma volta ao mundo para poder voltar ao Corinthians. Quando liguei para o meu pai, dando a notícia, ele quase teve um ataque cardíaco". Ao contrário do que muita gente pensa, Jamelli não é do tipo ´matador´ como Liedson. Ele mesmo cstuma dizer que joga como ´segundo atacante´. "Faço os meus gols mas sempre joguei ao lado de um matador, fazendo assistências", observa Jamelli. Na prática, isso quer dizer que se Liedson voltar mesmo, os dois poderão formar uma boa dupla de área. "Isso eu não posso dizer porque ainda não conversei com o Geninho", acrescenta Jamelli. Jamelli assinou contrato com o Corinthians por um ano. O atacante vai passar a semana fazendo só treinos físicos. Se não houver atraso na documentação, pode estrear na abertura da Copa Sul-americana, na quinta-feira da semana que vem, contra o Atlético-MG, no Pacaembu.

Agencia Estado,

21 de julho de 2003 | 18h52

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