James Rodríguez brilha e garante vitória da Colômbia em Brasília

Empate sem gols entre Grécia e Japão classificou colombianos

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2014 | 15h15

 "Falcao faz muita falta, mas estou preparado para realizar um grande jogo e ajudar a Colômbia." A profecia de James Rodríguez, companheiro do atacante no Monaco, se fez valer no Mané Garrincha, em Brasília. O camisa 10 anotou um gol e deu passe para o outro nos 2 a 1 sobre a Costa do Marfim que garantiram a seleção colombiana nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Foi um resultado histórico da Colômbia em Brasília. Acabou com o jejum e, beneficiada pelo tropeço do Japão diante da Grécia, avançou pela segunda vez ao mata-mata. Derrotados, os marfinenses terão a chance de avançar pela primeira vez às oitavas após duas tentativas frustradas, em Fortaleza, em confronto com a Grécia.

Como já virou moda no Brasil, mais uma vez a execução de um Hino Nacional foi contagiante. A capela colombiana foi linda. Assim como a emoção dos marfinenses perfilados e não menos empolgados. Teve até lágrimas de Serey Die.

A invasão prometida pelos colombianos aconteceu em Brasília. O estádio estava pintado de amarelo com detalhes azul e vermelho. Dos mais de 38 mil torcedores que vieram ao País, grande parte estava no estádio.

Eles fizeram o que manda o figurino. Empurraram sua seleção a cada ataque e tentaram descontrolar os marfinenses com vaias. O frisson em cada lance ofensivo era ensurdecedor.

Acontece que os africanos já se acostumaram a jogar sob pressão. E, mesmo que em minoria, os marfinenses também tiveram um animado apoio das arquibancadas no seu cantinho laranja. Sempre com as tradicionais danças e cantorias durante os 90 minutos.

Cientes de que valia vale às oitavas, os jogadores iniciaram a partida em alta velocidade. Uma correria de tirar o fôlego de ambos os lados. O ímpeto inicial das seleções, contudo, protagonizou também muitos erros de passes.

Sobrava empolgação, faltava capricho. Por vezes o ataque que podia resultar em gol, acabou com tiro de meta e sem finalização.

A primeira chance surgiu aos 5 minutos. Cuadrado, que mais parecia um velocista, serviu Gutiérrez, que chutou mascado e a bola saiu sem forças. Do outro lado, Gervinho tentou dar a resposta. Mas a zaga estragou suas pretensões.

Aos 24, após trocas de passes, a bola sobrou para Tioté chutar. Pelo alto. Não fez e quase viu a Colômbia tirar o zero do placar. Cuadrado lançou James Rodríguez que deu o gol para Gutierrez. Disse: "faz, garoto." Na tentativa de chute de primeira, a bola pegou do lado errado do pé.

Antes do intervalo, os times ainda tiveram outras oportunidades. Nada de perigo e o empate acabou justo no primeiro tempo. Apesar do 0 a 0, as equipes foram para os vestiários sob aplausos. Certamente se Falcao de um lado e Drogba do outro estivessem em campo, e o placar seria outro.

A adrenalina com a qual foi disputa a primeira etapa, também marcou a fase final. Bony tentou uma bicicleta. Não acertou a bola. Gutierrez ia se redimir do gol perdido. A zaga tirou o doce de sua boca. Depois, Cuadrado pedalou, passou fácil pelo zagueiro e carimbou a trave.

A Colômbia cresceu, hora de chamar Drogba. A entrada do craque seria para tentar amenizar a pressão. Deu errado. O centroavante perdeu de cabeça para James Rodríguez aos 18 do segundo tempo e o gol que já estava maduro, finalmente saiu. A comemoração foi no ritmo do "Armeration". E dá-lhe dança. Seis minutos depois, Serey perdeu a bola para James Rodríguez, que serviu Quintero: 2 a 0.

Jogo decidido? Que nada. Gervinho fez jogada individual, passou pelos marcadores e recolocou a Costa do Marfim no jogo aos 28. Kalou ainda teve chance de empate. Chutou fraco. E a festa foi mesmo da Colômbia. Uma vitória especial para o gigante zagueiro Yepes, em sua 100ª partida com a camisa da seleção.

Gols: James Rodríguez, aos 18, e Quintero, aos 24 e Gervinho aos 28 minutos do segundo tempo.

Colômbia (4-2-3-1) - Ospina; Zuñiga, Zapata, Yepes e Armero (Arias), Aguilar (Mejia) e Sanchez; James Rodríguez, Cuadrado e Ibarbo (Quintero); Gutiérrez.

Técnico: José Pekerman.

Costa do Marfim (4-2-3-1) - Barry;, Aurier, Bamba, Zokora e Boka; Tioté e Serey Die (Bolly); Yayá Touré, Gradel (Kalou) e Gervinho; Bony (Drogba).

Técnico: Sabri Lamouchi.

Juiz: Howard Webb (ING)

Cartão amarelo: Zokora e Tioté.

Público: 68.748 presentes

Local: Mané Garrincha, e m Brasília.

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