Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Janela de poucos reforços faz clubes ficarem atentos à 'inchada' Copinha

Com 128 clubes participantes, torneio começa nesta terça como importante oportunidade de observação de jovens talentos

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

02 Janeiro 2018 | 06h00

A 49ª edição da Copa São Paulo de Juniores começa nesta terça-feira aguçando o interesse de empresários e dirigentes de uma maneira especial. Durante uma janela de transferências com poucas contratações em relação a 2016, observar a principal competição das categorias de base pode ser a solução para o time profissional dos grandes clubes. 

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Em 2018, o torneio terá o recorde de 128 equipes. Dois grandes de São Paulo fazem sua estreia nesta terça-feira: o Santos enfrenta o América-RN, em Novo Horizonte, e o Palmeiras joga com o Luverdense, em Taubaté. 

O time alviverde tem condições de conquistar o torneio pela primeira vez na sua história após um grande ano na base. A equipe conquistou 16 títulos e oito vices em 38 competições disputadas. No Campeonato Estadual, os cinco elencos do clube (sub-11, sub-13, sub-15, sub-17 e sub-20) chegaram à final. "A Copa São Paulo é um torneio difícil, traiçoeiro. Temos de ter os pés no chão, estar sempre atentos, focados nos treinos e tomando cuidado com erros individuais", disse o treinador do time sub-20, Wesley Carvalho. 

Como o clube planeja dar mais espaço para revelações da base, os jogadores querem aproveitar a oportunidade, como é o caso de Léo Passos, de 18 anos. Mesmo em seu primeiro ano na categoria sub-20, em 2017, ele chegou a ser inscrito como camisa 10 do time na Libertadores, por causa da ausência do meia Moisés no começo da temporada. Como atleta do elenco principal, chegou a ser relacionado para quatro jogos do Brasileirão, mas não foi utilizado. Em Valinhos, cidade onde nasceu, já é reconhecido quase como uma celebridade por jogar no Palmeiras. Dentro de campo, tem boa mobilidade e facilidade para finalizar. 

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A filosofia de aproveitar a base também está em alta com São Paulo e Santos. No time do Morumbi, o técnico Dorival Junior já avisou estar atento ao surgimento de revelações. "A Copinha é uma Copa do Mundo para a gente", disse o atacante Bissoli. Na Vila Belmiro, a equipe está confiante em manter a tradição de lançar talentos. "A equipe está unida em prol do grande objetivo", afirmou o atacante Walison. 

O Corinthians é o maior vencedor da competição, com dez conquistas, incluindo a do ano passado. O técnico Dyego Coelho afirmou que, apesar de contar com remanescentes da campanha vitoriosa, o time não pode se considerar favorito. O principal destaque do time é o meia Fabrício Oya. "A maioria dos jogadores que nós temos chegou ao clube recentemente e precisa de um lastro maior. A adaptação leva tempo", disse o técnico em entrevista à TV Corinthians. 

Os 128 participantes vão jogar distribuídos em 31 municípios paulistas na fase de grupos. Avançam ao mata-mata somente os dois primeiros colocados de cada chave. Após essa etapa, as 64 equipes restantes se eliminam até restarem duas finalistas, que fecham o torneio na decisão marcada para o dia 25, no Pacaembu.

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