Divulgação/Fifa
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Japão desiste da candidatura para ser sede do Mundial Feminino de futebol de 2023

Brasil já havia saído da disputa também e a tendência é que Austrália e Nova Zelândia, em conjunto, recebam a competição

Redação, Estadão Conteúdo

22 de junho de 2020 | 10h18

A Associação Japonesa de Futebol (JFA, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira que retirou a sua candidatura para ser sede do Mundial Feminino de futebol de 2023, o que abre caminho à vitória da proposta conjunta de Austrália e Nova Zelândia, que agora só tem a Colômbia como adversária da eleição da Fifa que acontecerá de forma virtual nesta quinta.

"Decidimos retirar a nossa candidatura à organização do Mundial Feminino de 2023. Não poderia estar mais desiludido por ter sido forçado a tomar esta difícil decisão", revelou o presidente da federação japonesa, Kozo Tashima, através de uma entrevista por videoconferência.

A retirada dos japoneses da corrida deverá facilitar a atribuição da organização do torneio à candidatura conjunta de Austrália e Nova Zelândia, que recebeu a nota mais alta nos critérios de avaliação da Fifa, com 4,1 pontos (em um total de cinco), à frente do Japão (3,9) e da Colômbia (2,8).

A Fifa vai anunciar nesta quinta-feira o país organizador do Mundial Feminino de 2023, em um momento no qual as principais competições esportivas estão sendo muito afetadas pela pandemia do novo coronavírus.

Fora da disputa por não ter recebido as garantias do governo federal, uma das exigências da Fifa, a CBF anunciou no último dia 8 a desistência de sua candidatura e revelou que passará a apoiar a Colômbia. "A CBF decidiu retirar a candidatura brasileira e apoiar a Colômbia na disputa para a sede da Copa do Mundo Feminina 2023. Desta forma, a Conmebol se apresenta com uma candidatura única, aumentando as chances sul-americanas na votação, além de reforçar a unidade que marca a atual gestão da entidade", disse.

A CBF também lembrou que o Brasil tem recebido vários eventos esportivos nos últimos anos - como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio-2016 -, avaliando que isso diminuiria as suas chances de ser escolhido para sediar a próxima edição do Mundial Feminino.

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