Japonês que mostrou banana a brasileiro é banido dos estádios

Diretoria do Yokohama Marinos disse que tipo de comportamento não pode ser aceito e pretende se reunir com federação local

O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2014 | 11h32

Se em alguns países da Europa manifestações racistas no futebol fazem parte do cotidiano, no Japão a luta é para exterminar qualquer ato preconceituoso de forma definitiva. Em partida válida pelo campeonato local no último sábado, um torcedor do Yokohama Marinos mostrou uma banana ao brasileiro Renatinho, do Kawasaki Frontale, na vitória do seu time por 2 a 0. Para evitar novas manifestações desse tipo, o clube identificou o torcedor e o baniu dos estádios por tempo indeterminado.

Por meio de nota oficial, dirigentes do time japonês lamentou o ocorrido. "Gostaríamos de expressar nossas sinceras desculpas para todos os jogadores, comissão técnica, torcedores e outros departamentos do Kawasaki Frontale. Em nossa instância, não podemos aceitar nunca esses tipos de provocações".

Sem informar o nome do torcedor, o clube também informa que pretende entrar em contato com a Federação local para evitar novos constrangimentos deste tipo. "O ato foi confirmado pelo feitor deste incidente, que admitiu ter iniciado a provocação. Nós decidimos banir este torcedor de entrar no estádio por tempo indeterminado. Para correspondências futuras, incluindo medidas preventivas contra essas ocorrências, buscaremos conversar com a J. League".

O Campeonato Japonês já foi palco de outra manifestação preconceituosa. Em 2013, o Urawa Red Diamonds teve de jogar algumas partidas com os portões fechados após um torcedor xenófobo estender uma faixa com a escritura "apenas japoneses".

Logo após ser alvo de ofensas racistas, Renatinho, que tem passagens por Coritiba, Atlético-GO e Ponte Preta, admitiu ter ficado surpreso com o ocorrido. "A gente pensa que não vai acontecer, ainda mais aqui que onde o pessoal respeita muito os estrangeiros. Fiquei muito decepcionado. Mas sempre tem um desse tipo. Não lembro de ver esta situação antes nem fiquei sabendo. Então é complicado", disse, em entrevista ao UOL.

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