Jardel e Batistuta em fase delicada

Jardel e Batistuta são mestres na arte de marcar gols. Mas os dois atacantes que costumam atormentar defesas agora vivem fase delicada. O brasileiro pediu para deixar o Sporting, sob a alegação de que tem problemas particulares e não pode continuar em Portugal. O argentino não teve boa temporada, na Roma, e foi criticado nesta quarta-feira pelo técnico Fabio Capello, que não se mostrou entusiasmado com a sua renovação de contrato.A dificuldade de Jardel está no rompimento com a mulher, Karen, de quem se separou. O processo de divórcio o tirou do eixo - daí o pedido de sair de Portugal. O centroavante declarou, em Porto Alegre, que gostaria de voltar ao Grêmio, time em que se projetou. Para tanto, estaria disposto a receber salários menores do que na Europa. A intenção é ficar o mais perto possível dos dois filhos.O Sporting não sabe direito o que fazer. A diretoria do clube português tinha interesse em fazê-lo mudar de idéia, já que disputará a Liga dos Campeões da Europa nesta temporada. Ao mesmo tempo, considera contraproducente segurar um atleta descontente. A imprensa espanhola especulou, nesta quarta-feira, uma alternativa em estudo é emprestá-lo para o Barcelona por um ano. Para o clube catalão seria uma forma de compensar a saída de Rivaldo.Batistuta está pouco à vontade na Roma - por conta do desempenho fraco no campeonato passado, em que marcou apenas 6 gols, bem abaixo da média de mais de 20 que costumava manter na década que passou na Fiorentina. O ?matador? argentino se sente tão desconfortável que pretendia usar a camisa 6 (o mesmo número de gols marcados), mas desistiu depois que o clube decidiu aposentá-la, em homenagem a Aldair, que a usou por 12 temporadas. Vai vestir a 33, que corresponde a sua idade.Para piorar, o técnico Capello deixou entrever que já não aposta no artilheiro como solução para o ataque. Batistuta disse, dias atrás, que sente diminuição da confiança que o clube tem em seu futebol. "Ele é grande pessoa e grande jogador", comentou o treinador. "Mas há problemas econômicos, neste momento, e os fatos devem ser bem avaliados", observou. "É um pouco como a história de Aldair, que contribuiu com o clube, mas precisou sair."

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