Jardel e Palmeiras: falta o Bolton liberar

O Palmeiras não abrirá mão de um contrato de risco para ter Jardel. A proposta feita ao jogador é de R$ 30 mil mensais nos primeiros três meses de contrato. Se o atacante confirmar o seu histórico de goleador, o Palmeiras se compromete a fazer um reajuste após esse período. Jardel sabe que o Palmeiras não chegará aos R$ 100 mil mensais pedidos por ele. Mesmo assim, o negócio deve sair se o atacante voltar da Inglaterra com um documento do Bolton, liberando-o do vínculo. Na sexta-feira à noite, Jardel e seu procurador se reuniram com o diretor de futebol Mário Gianinni. O presidente Mustafá Contursi permaneceu em seu gabinete até às 21h30, acompanhando a negociação. Antes do encontro, o presidente palmeirense ouviu declarações irônicas do jogador e de seu empresário. Chegou a ficar cético em relação ao acerto. Imaginou que o empresário de Jardel pudesse interferir negativamente no negócio. Ao seu diretor de futebol, Mustafá confirmou que o Palmeiras não abre mão do contrato de risco - nem do salário de R$ 30 mil. O presidente ratificou que o clube precisa de segurança em relação ao futuro do atacante. "Nós só queremos ter a certeza de que ele vai conseguir cumprir as suas obrigações profissionais." A dúvida do presidente nem é quanto à capacidade física e técnica do jogador. Mustafá quer ter a certeza de que Jardel está bem psicologicamente para voltar a fazer gols - como nos tempos em que atuou no Grêmio e em Portugal. O Palmeiras demorou para procurar o atacante porque fazia uma análise sobre as questões pessoais do atleta, que nunca mais conseguiu ser o mesmo desde o divórcio a mulher Karem. Jardel ficou de dar uma resposta até amanhã. Mas deu a entender que aceita a proposta do Palmeiras, dizendo que precisa viajar neste domingo para a Inglaterra para assinar a rescisão contratual com o Bolton. Se não mudar de idéia ou não aparecer proposta melhor, na semana que vem Jardel pode ser jogador do Palmeiras. Mustafá confirmou também que o zagueiro Gabriel, da Ponte, está praticamente contratado. "Nós só precisamos acertar detalhes de alguns pagamentos." Esses detalhes são o salário do volante Flávio, que entrou na negociação com a Ponte. No Palmeiras, Flávio ganha R$ 50 mil. Na Ponte, só receberia R$ 12 mil. A diferença será bancada pelo Palmeiras e pelo procurador do atleta, o empresário Juan Figer. Mustafá, porém, quer se garantir com um contrato paralelo, estipulando percentuais de cada parte.

Agencia Estado,

24 de abril de 2004 | 17h28

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