Jardel recua e nega o que disse

A cabeça de Jardel anda um trevo. Dias atrás, o artilheiro do Campeonato Português de 2001-2002 disse que não podia continuar a defender o Sporting, porque não tinha condições psicológicas de continuar no país. Mas parece ter mudado de idéia. Nesta sexta-feira, o ex-goleador do Grêmio garantiu que "nunca" afirmou que desejava sair de Portugal. Ninguém consegue entender direito o que se passa com Jardel. Depois de temporada brilhante, voltou das férias com o pedido de rompimento de contrato com o Sporting. A alegação era de que estava abalado pela separação da mulher Karen, com quem tem dois filhos. Na oportunidade, ponderou que se sentia abalado e que sua preocupação imediata era tratar-se com analista. A diretoria do Sporting decidiu atender ao desejo do atleta e se mostra disposta a liberá-lo. Em primeiro momento, se falou que o destino seria o Grêmio. Assim, ficaria em Porto Alegre, onde vivem a ex-mulher e os filhos. Jardel, no entanto, desmentiu tudo. Ele está em Ericeira, a 40 km de Lisboa, e jura que não pensa no antigo clube nem repudia Portugal. "É difícil que fique por aqui, mas não disse que não suporto mais o país", insistiu. Os dirigentes portugueses estão cautelosos, diante das contradições. Especialistas do clube já o submeteram a exames e recomendaram que não viajasse para Fortaleza, sua cidade natal. Eles consideram que os deslocamentos constantes apenas agravariam o desgaste físico e emocional. O Sporting disse também que clubes interessados no atacante - o Barcelona seria um deles - exigem antes testes psicológicos antes de apresentar ofertas por sua contratação.

Agencia Estado,

02 Agosto 2002 | 19h55

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.