Ernesto Guzman Jr/EFE
Ernesto Guzman Jr/EFE

Jardine mantém otimismo para duelo com classificada Argentina: 'Depende de nós'

Para se classificar sem depender de outras seleções, Brasil precisa vencer os rivais argentinos neste domingo

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2020 | 00h50

"Depende só da gente". Foi com esse mantra que o técnico André Jardine tentou adotar um discurso de tranquilidade após o segundo empate da seleção brasileira sub-23 no quadrangular final do Pré-Olímpico, que está sendo disputado na Colômbia. Nesta quinta, a igualdade por 1 a 1, em Bucaramanga, foi com o Uruguai.

O Brasil está em segundo lugar no qualificatório, com dois pontos, atrás da Argentina, que venceu a Colômbia por 2 a 1, no complemento da rodada desta quinta-feira, e se garantiu antecipadamente na Olimpíada de Tóquio. Colômbia e Uruguai somam um.

Com isso, o Brasil se garante nos Jogos com um triunfo sobre a Argentina, às 22h30 (horário de Brasília) do próximo domingo. Mas um empate pode ser suficiente se o duelo entre Colômbia e Uruguai não tiver um ganhador - esse confronto será às 20h.

Após o duelo com os uruguaios, Jardine admitiu que o Brasil teve desempenho ruim. O treinador reconheceu que a seleção pode ter feito a sua pior partida no Pré-Olímpico, mas avaliou que isso também foi provocado pela imposição do estilo jogo dos uruguaios, que deixou a partida mais aguerrida e brigada, atrapalhando o toque de bola da seleção.

"Concordo com o treinador deles, que foi a partida que o Uruguai encaixou sua estratégia, contundente nos contra-ataques, usou e abusou das bolas longas. O futebol brasileiro não está acostumado a enfrentar esse tipo de escola, com o jogo aéreo, para ganhar a primeira e a segunda bola. É tenso, porque tentamos ganhar as partidas jogando da nossa maneira, mas o Uruguai forçou um jogo difícil de nos adaptar", afirmou, também apontando que os principais destaques brasileiros não brilharam nesta quinta.

"Acho que foi uma das atuações mais pouco inspiradas, os atacantes não decidiram. Chegaram bolas para construir jogadas mais claras e as que construímos pecamos nas finalizações. Saímos perdendo, o que mostra força na equipe para buscar, mas foi insuficiente para vencer. Espero que a gente consiga fazer o melhor jogo contra a Argentina, um jogo mais efetivo", acrescentou.

A seleção foi soberana na primeira fase do qualificatório, com quatro vitórias e 100% de aproveitamento, mas apenas empatou com a Colômbia e o Uruguai no quadrangular decisivo. Jardine evitou falar em queda de rendimento da seleção, mas avaliou que o clima de pressão pode estar atrapalhando os jogadores. Mas manteve o otimismo na classificação à Olimpíada.

"Não creio que o desempenho baixou, mas o nível de ansiedade ficou elevado. Equipes como a nossa, que se propõem a jogar no ataque, precisam acertar os passes, estar com os nervos controlados. Obviamente que quanto mais ansiedade. mais prováveis são os erros. Acho que foi assim hoje, mas acredito que nossa equipe ainda tem condições de jogar melhor e conseguir a classificação", comentou.

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