TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
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Jardine põe discurso em prática e intensifica treino do São Paulo

Treinador deixa claro na primeira atividade do ano que não vai tolerar erros bobos da equipe

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

04 de janeiro de 2019 | 04h30

Em sua primeira pré-temporada como treinador da equipe profissional do São Paulo, André Jardine espera mostrar um pouco do que pensa taticamente sobre o futebol. Na reapresentação do elenco, quinta-feira, em atividade aberta à imprensa, foi possível observar pontos considerados por ele fundamentais, principalmente a ocupação de espaços e a troca de passes. De preferência, rasteiros.

"Pablo, vamos tentar não levantar a bola!", gritou para o recém-chegado atacante, que foi a campo junto com cinco dos sete reforços já anunciados pelo clube para a temporada 2019 – a exceção é Hernanes, que vai se apresentar já nos Estados Unidos, para onde a equipe viaja na manhã desta sexta-fera. Lá, disputará a Florida Cup a partir do próximo dia 10.

Na primeira parte do treino, Jardine dividiu o grupo em dois campos reduzidos. O objetivo da atividade era opor duas equipes, uma de colete laranja e outra sem, para que trocassem passes rápidos e tentassem se movimentar o tempo todo. Quando um rival tocava na bola, a posse mudava de lado. Depois, o treinador deu competitividade à disputa ao contar pontos para toda vez que um time conseguia girar a bola de uma lateral a outra. "Quatro a zero! Laranja dando show!", gritou em determinado momento, quando os jogadores de colete conseguiram passar diversos minutos sem serem interceptados pelos oponentes.

Ativo o tempo todo, Jardine cobra, grita, gesticula. Às vezes, é mais duro. "Não vou aceitar erro assim!", falou, irritado. Em diversos momentos, ele mesmo pega a bola, para o treino e mostra o que espera ver repetido posteriormente. "Indução, a gente tem de induzir o adversário, o passe curto é a isca para o que realmente queremos", explicou. "O movimento da fuga, você abre espaço", disse, correndo após pedir para o atacante Brenner marcá-lo.

Logo após o último jogo de 2018, a derrota por 1 a 0 para a Chapecoense, o técnico já havia adiantado como seriam as coisas com ele no comando: "Acho que o maior choque que o grupo vai ter será a nível de treinamento, o jeito que vamos passar a treinar. Tenho uma percepção de treinamento, minhas convicções, que não pude aplicá-las 100% porque os jogadores já estão no seu limite físico ao fim da temporada. No nível de treinamento vai ter um choque, vamos treinar do jeito que uma equipe que quer ser campeã tem que treinar. A cobrança será muito forte, a concorrência será diária. Quem não se adaptar, não vai jogar", declarou, à época.

Pelo que se viu logo no primeiro dia de trabalho em 2019, ele não estava brincando.

 

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