Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Jérôme Valcke não irá ao jogo-teste da Arena Corinthians

Depois de incidente com seleção brasileira, Fifa pede que brasileiros recebam bem os times estrangeiros

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

30 de maio de 2014 | 11h15

GENEBRA - O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, não irá ao teste final do estádio de Itaquera, neste fim de semana. A arena será o local de abertura da Copa do Mundo e é hoje a principal dor de cabeça dos dirigentes da Fifa. Mas, em sua coluna publicada hoje, ele deixa claro que não assistirá à partida e deixará o trabalho aos "técnicos da Fifa". O francês alerta que ninguém pode "relaxar" neste momento. Mas garante: "já tem Copa".

O Itaquerão terá de passar por um segundo teste, depois que Valcke não ficou satisfeito com o primeiro realizado há quinze dias. O estádio teria de ter sido entregue no dia 4 de janeiro. Mas vai para a Copa sem ter sido totalmente testado. No fim de semana, a partida entre Botafogo e Corinthians terá um público de apenas 40 mil pessoas.

"Esse será o momento quando poderemos testar todos os aspectos e fazer os ajustes finais para garantir que tudo será perfeito para a abertura, no dia 12 de junho", disse. "Eu não irei ao teste, já que deixarei isso aos nossos especialistas operacionais. Eles sabem avaliar melhor e o que precisa ser ajustado", justificou.

Valcke tenta mostrar otimismo e aponta que "estamos chegando la", em termos de preparação. Mas voltou a alertar que não se pode perder tempo. "Trata-se de um esforço coletiva e não temos um só minuto para relaxar até os jogos de abertura nas doze cidades", disse.

Segundo ele, o fato de a primeira fase já trazer grandes clássicos do futebol significa que cada sede terá de estar pronta para jogos de grande porte. "Isso coloca uma pressão extra sobre nós e . desculpe por repetir, tudo precisa estar perfeito".

SELEÇÕES

Valcke ainda usa sua coluna para fazer um apelo aos brasileiros para que recebam de forma positiva as seleções estrangeiras. O pedido vem depois que o ônibus da seleção brasileira foi alvo de protestos no Rio de Janeiro e deixou a Fifa alarmada.

"Eles (seleções estrangeiras) merecem as melhores condições e uma recepção calorosa do país sede, como foi muito bem dito pela presidente Dilma Rousseff", declarou.  O governo mudou a segurança das seleções depois do incidente.

Para Valcke, o clima de Copa já pode ser sentido em todo o país, com ruas pintadas e decoradas. "Já tem Copa", insistiu, lembrando que na segunda ele inaugura o centro de transmissão no Rio e segue para São Paulo para reuniões da Fifa.

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