J.Hawilla depõe a favor de Luxemburgo

O dono da Traffic, empresário José Hawilla, o ex-coordenador da comissão técnica da seleção brasileira, Marcos Moura Teixeira, e o técnico Candinho são os novos aliados do treinador do Corinthians, Wanderley Luxemburgo, em sua tentativa de provar inocência, no processo em que é acusado de falsidade ideológica e uso de documento falso. Os três foram apresentados como testemunhas de defesa do treinador, que esteve ontem na 7ª Vara Criminal de Justiça Federal, no Centro, acompanhando os depoimentos de duas testemunhas de acusação.Além de Hawilla, Candinho e Teixeira, que vão prestar depoimento por intermédio de carta precatória, os dois primeiros em São Paulo e o segundo em Belo Horizonte, Luxemburgo apresentou o nome de mais cinco testemunhas, entre eles o do ex-dirigente do Flamengo, Plínio Serpa Pinto, que vai depor ante o juiz da 7ª Vara Federal, Marcello Ferreira de Souza Granado, no dia 30.O treinador teria nascido no dia 10 de maio de 1952 e não em 10 de maio de 1955, como consta de sua cédula de identidade e passaporte. Por causa da adulteração, ele pode ser condenado a até cinco anos de detenção.Luxemburgo aparentou tranqüilidade ao fim da audiência, distribuiu sorrisos, e, apressado, ainda cumprimentou o delegado da Polícia Federal, Victor Hugo Poubel, que momentos antes depôs como testemunha de acusação. A previsão era de que ele retornasse ainda hoje para Extrema, em Minas Gerais, onde o Corinthians treina para a disputa da Copa Mercosul e do Campeonato Brasileiro.Apesar de não querer fazer comentários sobre a seleção brasileira, Luxemburgo, que sonha em voltar ao cargo de treinador, limitou-se a dizer que acompanhou a partida contra o Peru, pela Copa América, e estava "feliz e contente" pela equipe. Segundo ele, "foi muito bom e positivo para nós (brasileiros) o resultado".

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