Jô aceita não liberação para seleção sub-20

Os jogadores do Corinthians foram fundamentais para que Jô não se revoltasse com a não liberação do clube para que atuasse na seleção sub-20, que disputará o Torneio de Toulon. O jogador de 17 anos revelou que ficou alegre e ?um pouco assustado? ao saber que teria de desprezar o chamado da CBF. ?Não vou poder me apresentar na seleção brasileira porque a diretoria do Corinthians não irá me liberar. Quando eu ia pensando na situação chata que eu ficaria, o Renato, o Rogério e o Fabinho vieram conversar comigo. Eles falaram que esta é só a minha primeira convocação. Disseram que outras virão. Eu acabei me acalmando?, revela o atacante. Ouvir seu pai, o taxista Dario, também foi importante. ?Eu vi que não poderia me revoltar contra o clube que paga os meus salários. E que está apostando em mim. Parei para pensar. E vi que sou um privilegiado. A seleção brasileira e o Corinthians me querem. Quantos jogadores não queriam estar passando por uma situação dessas? Então vou obedecer o meu clube e deixar a vida seguir. Até porque no ano que vem tem o Mundial e o Sul-Americano e eu posso estar em competições até mais importantes.? O vice Roque Citadini é o principal obstáculo na liberação do atleta. ?Como é que vou autorizar a sua saída? Além de Toulon tem torneio na Coréia, amistoso no Estados Unidos. Dá um total de 30 dias longe do Parque São Jorge. O Jô não sairá. A possibilidade conciliatória é a liberação do meio-campista Rafael ? também convocado ? e que o Corinthians também não estava disposto a liberá-lo. Só que como Oswaldo de Oliveira não o utiliza, ele poderá ir. Jô ficou muito triste com a desclassificação do Corinthians pelo Vitória. Mas fazia questão de destacar a ?coragem? de Edílson que disputou a partida no mesmo dia em que seu irmão foi enterrado. ?Ele deu uma demonstração de força imensa. Fiz questão de falar isso para o Edílson que sempre foi meu ídolo. Esperei um escanteio e disse a ele que entendia o que estava passando. Há dois anos perdi o meu irmão Jean de 20 anos. Ele morreu em um acidente de carro como o irmão do Edílson. Ele me agradeceu. E falou que tinha de jogar por causa do seu amor ao Vitória e para homenagear o irmão. Fiquei ainda mais fã dele.?

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.