Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Jô admite que bola bateu na mão, mas reforça: 'Não quis trapacear'

Atacante disse que não poderia repetir o fair play de Rodrigo Caio por se tratar de um lance diferente

O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2017 | 12h46

Demorou dois dias, mas o atacante Jô reconheceu que o gol da vitória do Corinthians sobre o Vasco, em jogo válido pela 24ª rodada do Brasileirão, saiu após a bola bater em sua mão. Após o 'avaliar o lance em casa', o atacante fez questão de reforçar que não teve qualquer intenção de tirar vantagem no lance e que não poderia repetir o fair play de Rodrigo Caio por se tratar de uma situação diferente.

"Não tinha visto a imagem do gol. Chegando em casa, vi que a bola tocou no braço. Mas quero deixar claro que não quis trapacear. Os 19 gols que fiz foram com suor e dedicação. Não tive intenção de colocar a mão na bola", disse o jogador em entrevista coletiva realizada no hotel onde o Corinthians está hospedado para o jogo com o Racing, válido pelas oitavas de final da Copa sul-americana. 

Além da polêmica do gol, Jô também foi muito questionado pela ausência de fair play no lance. Em abril deste ano, o jogador foi um dos pivôs do lance que marcou são-paulino Rodrigo Caio. Na ocasião, o zagueiro avisou ao árbitro Luiz Flávio de Oliveira que ele havia pisado na perna do goleiro Renan Ribeiro e não seu adversário. O fato fez o juiz cancelar o cartão amarelo mostrado para o atacante.

"Assim como eu aplaudi e achei fantástica a atitude do Rodrigo Caio, muita gente queria ver uma atitude igual. Mas foi uma situação diferente. Eu me atirei na bola, não fiz movimento de jogar a mão primeiro. Muitos queriam que eu falasse que coloquei a mão. Se tivesse acontecido isso eu falaria. Sempre dei a cara, num momento ruim não tenho por que me esconder."     

O atacante reconheceu ter ficado chateado com a repercussão do caso, mas garante que recebeu ligações de apoio de outros atletas. "Fiquei chateado por julgarem o meu caráter. Recebi ligações de vários jogadores, gente apoiando. São coisas da vida."

Mudança no Brasileirão. Na tentativa de minimizar os erros, a CBF já se pronunciou dizendo que vai implantar 'o quanto antes' o recurso de árbitro de vídeo. A atitude foi aprovada por Jô. "Para mim, vai ser bom. Para todos vai ser bom. Eu nunca fui de falar de arbitragem. Se for para ajudar, não crucificar os árbitros, beneficiar o Campeonato Brasileiro, é bem-vindo. Uma hora o teste teria que ser feito. Se vai ser no meio do campeonato, que todos entendam que é um processo, não será de uma hora para outra."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.