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Filip Singer/EFE
Filip Singer/EFE

Joachim Löw, o revolucionário do futebol alemão

Há 12 anos no cargo, técnico revela atletas para a seleção

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

29 de março de 2018 | 11h00

Dos 26 jogadores que formaram a seleção da Alemanha nos recentes amistosos diante de Espanha e Brasil, apenas oito estiveram na Copa do Mundo de 2014. Este é o resultado de um trabalho de renovação iniciado em 2004 e do qual Joachim Löw fez parte como assistente técnico do amigo Jürgen Klinsmann, ex-atacante. A missão era recuperar o prestígio alemão, abalado após maus resultados em competições internacionais.

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Löw não faz parte da tese de que para ser um grande técnico é preciso ter sido um grande jogador. Sua carreira pelos campos não registra jogos ou resultados significativos, muito diferente de quando se analisa seu trabalho no banco de reservas.

Técnico da Alemanha ao substituir Klinsmann, após o terceiro lugar conquistado no Mundial dentro de casa, em 2006, Löw foi o responsável pela reformulação geral da seleção, com grande investimento nas categorias de base e o surgimento de jogadores como Schweinsteiger, Podolski e Özil, que se juntaram a Neuer, Müller, Kroos e Gotze.

“O futebol alemão sempre foi muito forte taticamente. Nossa preocupação foi transformar os jogadores mais técnicos e criativos”, diz Löw, que escalou seis campeões da Copa das Confederações do ano passado na derrota para o Brasil anteontem em Berlim. “O planejamento é ter sempre um grupo grande de atletas que possam estar no mesmo nível e manter um padrão para a nossa seleção.”

Para a Copa do Mundo da Rússia, Löw aposta em garotos como Goretza, Draxler e Werner para mesclar com os mais experientes e apresentar algo novo diante dos adversários em busca do pentacampeonato, o que faria a Alemanha se juntar ao Brasil em número de títulos. “Conseguimos um feito muito importante em 2014, ao ganhar um título na América do Sul. Obter um segundo título consecutivo seria o coroamento de um trabalho iniciado há mais de uma década”, afirmou o treinador de 58 anos, que assumiu a seleção em 1.º de agosto de 2006 e, dois anos atrás, renovou contrato até 2020. O acordo termina no fim da Eurocopa.

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Seu salário é de 4 milhões de euros, cerca de R$ 16 milhões, por ano. “Desenvolver este time e estes jogadores, tentando tirar deles o que há de melhor, é um verdadeiro prazer para mim”, comentou o estudioso treinador alemão.

Além da conquista de mais um título em Copa do Mundo, Löw tem como objetivo levar a Alemanha ao primeiro lugar na Eurocopa, feito obtido pela última vez em 1996, para coroar o seu trabalho. “O título europeu é muito importante para nós e nossa preparação é para colocar a Alemanha nas melhores condições para conseguir os primeiros lugares em todas as competições”, disse.

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