Alex Silva/AE
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João Vitor diz que esperava mais apoio da diretoria do Palmeiras

Jogador ainda afirmou que atacante Kleber foi quem mais o ajudou após agressão

ESPN. com.br,

13 de outubro de 2011 | 18h28

SÃO PAULO - A agressão no volante palmeirense João Vitor, na terça-feira, às vésperas do jogo contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro, chocou os jogadores do time alviverde e a diretoria do clube. No entanto, desde então, o próprio João Vitor evitou se pronunciar sobre o caso e só voltou a falar nesta quinta-feira.

Em entrevista à TV Globo, o volante contou como a agressão aconteceu e garantiu não ter provocado os torcedores antes do ocorrido. De acordo com ele, tudo começou quando os torcedores o viram na loja oficial do clube e começaram a xingá-lo, fazendo cobranças principalmente com relação ao mau desempenho do time no campeonato. O volante respondeu às críticas dizendo que aquela reivindicação deveria ser feita no CT, onde a equipe do Palmeiras estava treinando. Depois disso, ainda segundo João Vitor, os torcedores começaram a chutar o seu carro e logo partiram para a agressão.

"Eu estava com meu cunhado e um amigo. Falei que não queríamos confusão. Ele continuou chutando o carro e meus amigos saíram porque viram o que estava acontecendo. Ele tomou a atitude e veio para cima da gente", explicou o jogador.

João Vitor se disse bastante assustado com o episódio e confessou que esperava ter tido um apoio maior da diretoria do Palmeiras, principalmente porque outros membros do clube já haviam sofrido ameaças parecidas da torcida.

"O Palmeiras ficou do meu lado no hospital, mas quem mais me apoiou foram os jogadores. Esperava um pouco mais de apoio (da diretoria). Até o Felipão já foi ameaçado pelos torcedores e aí vimos que não tem esse apoio", contou.

O jogador disse ainda que todo o elenco palmeirense ficou do seu lado, principalmente o atacante Kleber, que teve uma briga interna com Felipão e acabou sendo cortado da lista de relacionados para o jogo contra o Flamengo. O camisa 30 sequer foi ao Rio de Janeiro e, segundo o próprio Felipão, não jogará mais pelo Palmeiras enquanto o técnico estiver no comando da equipe. "O grupo inteiro esteve do meu lado, mas principalmente o Kleber", disse João Vitor.

Desde o ocorrido, na quarta-feira, o volante evitou sair de casa e não foi à fisioterapia. Ele voltou ao Palmeiras apenas nesta quinta, para participar do treinamento e admitiu ter medo de que o episódio de terça se repita: "Agora ando com segurança porque fiquei preocupado".

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