Delmiro Silva
Delmiro Silva

Jobson se envolve em polêmica no futebol amador do Pará

Atacante fez dois registros e pode ficar fora de torneio

GONÇALO JUNIOR, O ESTADO DE S. PAULO

29 de fevereiro de 2016 | 07h00

Jobson vive uma nova polêmica em sua carreira. Enquanto aguarda o julgamento do recurso que apresentou à Corte Arbitral da Suíça (CAS) para voltar ao futebol, o atacante foi impedido de atuar em um torneio amador no interior do Pará. Em Conceição do Araguaia, distante 979 km da capital Belém, o atacante descumpriu o regulamenta do Campeonato Conceicionense ao se registrar em dois times que disputam o torneio. O ex-jogador do Botafogo se inscreveu no Combatente, atual campeão, e também no rival Leãozinho. 

A dupla inscrição causou uma quizumba na cidade que ficou famosa por abrigar a “Guerrilha do Araguaia”, enfrentamento de militantes do Partido Comunista contra a ditadura militar no início dos anos 70. 

Em sua defesa, o atacante afirma que se confundiu na hora da inscrição e que não sabia que havia feito dois registros. Nesta semana, ele pretende reunir os representantes dos 16 times do torneio para mudar o regulamento. Quer que valha a primeira inscrição. O Combate apoia; já o Leãozinho defende as regras e que ele não atue por nenhum dos dois. 

“Ele ficou bravo comigo, mas não posso mudar a regra”, diz Everaldo Lisboa, presidente da Liga. “Acho difícil alterar o regulamento. A regra tem de ser cumprida”, avalia. Os “parças” de Jobson no Campeonato Conceicionense são amigos de infância, vizinhos, parentes – a maioria do time –, além de jogadores que sonham com uma chance no profissional e até ex­atletas. Um deles é o volante Elson, que atuou no Palmeiras, Cruzeiro e Stuttgart, da Alemanha. 

A competição municipal é a grande esperança do jogador de se manter em forma. Jobson está suspenso do futebol profissional até 2019 por se negar a fazer antidoping quando atuava pelo Al Ittihad na Arábia Saudita. Posteriormente, a Fifa deu caráter mundial à pena que foi imposta pela Federação Saudita de Futebol. Com a punição, ele só pode atuar em torneios amadores. 

Com o recurso, o atacante tenta ser liberado para atuar antes do fim da suspensão. O pleito de Jobson foi julgado em janeiro, mas o resultado ainda não foi divulgado. Os advogados classificam o caso como “complicado” e não arriscam projeções. A suspensão de Jobson aconteceu em abril do ano passado, quando ele vivia boa fase no Botafogo. Foi suspenso três dias antes do primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca, contra o Vasco. O time carioca sempre esteve próximo ao caso, com suporte financeiro, mas recentemente mudou sua postura, e a diretoria afirma que não tem mais interesse no julgamento do atleta de 27 anos.

 

Aos amigos, Jobson afirma que voltará para o Botafogo assim que for liberado. Caso a punição seja mantida, o atacante só poderia retornar aos gramado aos 31 anos.

PÔLEMICAS 

Jobson acumula polêmicas em sua carreira. Em 2009, foi suspenso por dois anos por uso de cocaína, mas admitiu ter fumado crack. A pena acabou sendo reduzida para sete meses. Em 2011, já no São Caetano, foi acusado de agredir a mulher. Também foi detido por desacato em uma blitz no ABC. Antes desse episódio, ele havia “desaparecido” do clube por 15 dias. No ano passado, voltou a ser preso, agora no Pará, mas acusou os policiais de racismo e tortura. 

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