Reprodução/Instagram
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Joel Santana e René Simões viram técnicos em reality show que levará vencedor à Europa

Atração irá ao ar em maio no SBT com a presença de garotos de 18 a 20 anos e apresentação da jornalista Glenda Kozlowski

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

21 de fevereiro de 2020 | 10h00

A longa experiência dos técnicos Joel Santana e René Simões estará neste ano a serviço de um reality show voltado a revelar novos talentos do futebol. Os dois "professores" vão orientar e selecionar os garotos participantes do programa "Uma Vida, Um Sonho". A atração irá ao ar no SBT entre maio e julho, com a participação de candidatos de 18 a 20 anos. Os episódios serão semanais. O vencedor terá a oportunidade de assinar contrato com um clube europeu, ainda não revelado.

O programa terá a apresentação da jornalista Glenda Kozlowski, ex-Globo. Ele será gravado no Rio de Janeiro e terá transmissão nas manhãs de domingo. Após uma fase preliminar com milhares de inscrições e peneiras, 22 jovens foram escolhidos para participar do início da atração. Os dois treinadores contam com a ajuda da tecnologia para avaliar os garotos. Um programa de computador analisa cada participante e atribui notas para seus fundamentos com a bola nos pés, como velocidade na condução e técnica.

A produção do programa vetou a presença de candidatos que tenham vínculo com empresários de futebol. O objetivo é descobrir jogadores com talento. "O perfil que a gente quer é simples. Estamos analisando a qualidade técnica dos meninos, o que eles fazem com a bola, os fundamentos. A parte tática a gente coloca rapidamente do jeito que a gente gosta. É um projeto novo, mas com muitos objetivos", disse Joel Santana ao Estado.

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Alguns controlam a bola bem, mas na hora do jogo eles não conseguem aplicar o fundamento à dinâmica da partida. O trabalho é legal porque nós discutimos e escolhemos juntos
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René Simões, técnico de futebol

Aos 71 anos, o técnico carioca tem se divertido nas gravações ao lado do companheiro René Simões, de 67. Os dois entendem ser necessário realizar mais trabalhos de orientação e formação nas categorias de base do Brasil. "Os jogadores estão saindo cada vez mais cedo do País, mas às vezes ainda não estão preparados para sair, vão sem experiência e aí voltam, porque não tiveram a oportunidade de serem trabalhados corretamente nas bases no Brasil", comentou Joel.

A fase atual do programa é de organizar peneiras com os inscritos. A primeira série de avaliações foi feita em Barueri, na última semana, com as presenças em campo dos dois treinadores. Joel e René têm sido rigorosos nas avaliações, mas garantem que não baseiam as definições dos escolhidos apenas na pontuação do programa de computador auxiliar. Vale muito a experiência da dupla e seus olhos clínicos.

"Alguns controlam a bola bem, mas na hora do jogo eles não conseguem aplicar o fundamento à dinâmica da partida. O trabalho é legal porque nós discutimos e escolhemos juntos. Depois a gente olha lá no computador e geralmente quem escolhemos é o que tem a maior pontuação", contou René. A seleção para o programa teve etapas de testes físicos, técnicos e simulação de jogos.

René afirmou ao Estado que o programa vai tentar trabalhar em cima de lacunas que existem por vezes nas categorias de base dos clubes profissionais, como a excessiva preocupação com a parte tática em vez de privilegiar o desenvolvimento dos garotos. "Faz falta para os jogadores terem mais 'peladas', para aprenderem a fazer as coisas por eles mesmos. Tem momentos do jogo que não é o que o treinador falou. No um contra um, é você que tem de se virar", ensinou.

O cachê de Joel e René não foi informado pela emissora. Ambos estavam livres no mercado. Joel Santana não trabalhava desde 2017, quando comandou um time da quinta divisão dos Estados Unidos. René teve como último trabalho profissional  dirigir o Macaé, do Rio de Janeiro, também em 2017.  

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