Jogador demitido por agredir colega de time em Goiás diz ter sido alvo de racismo

Guaraci deu sua versão nesta sexta-feira

Estadao Conteudo

10 Fevereiro 2017 | 15h50

Na última quarta-feira, um lance insólito marcou a quarta rodada do Campeonato Goiano. Na derrota para o Atlético-GO por 1 a 0, o meia Guaraci, do Crac, foi expulso por agredir seu colega de time Jorginho com um tapa na altura do pescoço. Após receber o cartão vermelho, ele ainda deixou o gramado fazendo gestos obscenos para o árbitro.

Imediatamente, a diretoria do Crac decidiu demitir o jogador, que se explicou nesta sexta e alegou ter sido alvo de racismo do colega. "Em uma bola disputada, na frente da área, eu não ganhei. O Jorginho, lateral-direito, chegou conversando comigo com atos raciais. Isso não pode acontecer de forma alguma. Me chamou de 'preto', 'sujo', essas duas coisas foram o que eu ouvi. O resto não ouvi muito bem", declarou à TV Anhanguera.

O próprio Jorginho também falou sobre o ocorrido e negou as acusações. "A única coisa demais que eu chamei ele foi de 'mole'. Nunca fui racista, odeio racistas e espero que ele não tenha entendido isso como racismo meu."

Mesmo diante das acusações de Guaraci, a diretoria do Crac manteve-se firme na decisão de demiti-lo. "O que o Guaraci fez foi uma atitude que não pode ser levada para dentro de campo", justificou o presidente do clube, Roberto Silva. O Crac não vive um bom início de Campeonato Goiano e somou apenas três pontos nas primeiras quatro rodadas do torneio. Atualmente, ocupa a penúltima colocação do Grupo A, na briga contra o rebaixamento.

Mais conteúdo sobre:
futebol

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.