Jogadora da seleção feminina sub-17 sofre acidente

Cátia pode ficar paraplégica; acidente não foi grave, mas atleta não usava o cinto de segurança

16 de outubro de 2007 | 19h16

A jogadora da seleção feminina sub-17, Cátia, sofreu um acidente automobilístico nesta segunda-feira, por volta das 13 horas, na Rodovia Geraldo Pereira de Barros, região de Botucatu, a 235 Km de São Paulo, e pode ficar paraplégica, já que sofreu uma fratura na sexta vértebra cervical.   Cátia está internada no Hospital das Clínicas da Unesp, em Botucatu, e a direção médica ainda não divulgou um parecer final sobre o estado de saúde da jogadora, que também joga pelo Botucatu.   "Se acontecer o pior, ela vai ficar paraplégica. Os membros superiores estão ativos, mas, infelizmente, os membros inferiores não se movimentam", explicou o técnico do clube, Edson Castro, que se transformou no "porta-voz oficial" sobre o acidente, qualificado como de "pura fatalidade".   Cátia continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), inspira cuidados, porém, não corre risco de morte. Ela já foi cortada da seleção brasileira, pois iria se apresentar na Granja Comary, nesta semana, em Teresópolis. Segundo o supervisor da CBF, Paulo Dutra, a atleta já foi substituída por Marina Rodrigues, do Pelotas-RS.   Renata Costa, de 21 anos, volante do Botucatu e zagueira da seleção principal, e Michele, de 22 anos, lateral-esquerda também do clube e da seleção, não sofreram ferimentos. Renata, que dirigia o carro, está traumatizada e diz não lembrar direito como tudo ocorreu.   Tanto Renata como Michele viajavam nos bancos dianteiros do automóvel e usavam cintos de segurança. Cátia, porém, dormia no banco traseiro, não usava cinto e, com isso, se feriu por causa do impacto.   As três iriam participar, em Bauru, da Campanha Nacional por Doação de Órgãos, quando Renata não conseguiu evitar a colisão com o carro que estava à frente, que freou bruscamente por causa de uma cancela, uma vez que a estrada atravessa uma ferrovia.   De acordo com Edson Castro, o acidente poderia ter sido provocado por uma falha na cancela, que teria levantado após a passagem do trem e, imediatamente, retornado à posição de parada. Os dois carros estavam em baixa velocidade, tanto que não sofreram grandes avarias.

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