Jogadores abandonam reunião do passe

Os representantes dos jogadores na negociação para a implantação de um novo sistema de transferências no futebol abandonaram a reunião realizada nesta sexta-feira com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), União Européia de Futebol (Uefa) e a União Européia (UE). Segundo o secretário geral do sindicato dos jogadores, Philippe Piat, as entidades que controlam o futebol europeu e mundial não têm vontade de resolver o assunto e estão empenhadas em manter ?o velho sistema?. ?As propostas da Fifa e da Uefa são inaceitáveis?, diz o comunicado do sindicato. ?Não negociaremos a partir do que eles querem?. A principal divergência é sobre a quebra de contratos entre jogadores e clubes. A UE diz que é ilegal manter um jogador sob contrato por longos períodos e sugere a possibilidade de rescisão em caso de uma proposta de emprego mais vantajosa. Os clubes lutam para estender ao máximo o prazo de contratação e querem ser indenizados pela formação de jogadores revelados nas categorias de base.Apesar da retirada dos jogadores da mesa de negociação, a reunião entre os dirigentes se estendeu por dez horas. Fifa e Uefa disseram, através de um comunicado, que alcançaram vários progressos e que esperam chegar a um acordo nos próximos dias, mesmo sem o apoio dos jogadores. A Comissão Européia, órgão executivo da União Européia, declarou que, se for compatível com as leis comunitárias, o acordo, mesmo sem participação dos jogadores, será aprovado. A expectativa é que o acordo seja selado antes de 28 de fevereiro, o prazo estipulado pela União Européia para que a legislação de transferência de jogadores seja modificada. A UE considera que o atual sistema viola as leis trabalhistas que garantem a livre circulação de trabalhadores entre os países comunitários. A expectativa é que a entrada da nova legislação tenha um impacto semelhante à da Lei Bosman, que em 1995 acabou com o passe vinculado ao clube após o término do contrato.

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