Jogadores ameaçam boicote e mais um jogo do Parma é adiado

Presidente da federação garante que esse é o último cancelamento

Estadão Conteúdo

27 de fevereiro de 2015 | 16h29

A crise financeira do Parma parece não ter fim e ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira. Pela segunda vez consecutiva, a equipe teve uma partida pelo Campeonato Italiano adiada. Desta vez, o confronto diante do Genoa, que aconteceria neste domingo, foi transferido para uma data ainda não definida.

A decisão foi tomada nesta sexta, momentos depois de uma reunião dos dirigentes da Federação Italiana de Futebol (FIGC). O pedido pelo adiamento havia partido da Associação Italiana de Jogadores e da Associação Italiana de Treinadores, segundo a FIGC, mas o que teria pesado para que ele fosse confirmado foi a ameaça dos atletas do Parma de não entrar em campo no domingo.

"Levando em consideração o estado dos jogadores e tendo avaliado o pedido das associações de jogadores e de treinadores, nós estamos adiando a partida", disse o presidente da FIGC, Carlo Tavecchio. "Mas esta será a última vez", garantiu.

Na última rodada, a entidade já havia adiado a partida do Parma diante da Udinese, que aconteceria no domingo, porque o clube não tinha condições financeiras para bancar a segurança do estádio e a eletricidade. Na última quinta, a associação de jogadores já havia se manifestado a favor dos atletas do time e prometeu atrasar em 15 minutos todas as partidas da rodada deste fim de semana do Italiano.

A situação financeira do Parma é tão desesperadora que ele pode deixar de existir. O clube foi vendido duas vezes somente nesta temporada, não paga salários aos jogadores e funcionários há muitos meses e pode ter a falência decretada oficialmente em uma audiência no dia 19 de março. Tavecchio, no entanto, criticou a postura dos dirigentes do Parma, por não entregarem os registros financeiros às autoridades judiciais.

"Ninguém trouxe os registros para o tribunal, então os procedimentos para a falência ainda não foram iniciados e nem há medidas provisórias para ajudar o Parma", declarou Tavecchio. "Neste momento, ninguém pode dar sequer um euro para um clube que está falindo, mas não faliu ainda."

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