Jogadores colombianos se envolvem em 'polêmica sexual'

Para não serem presos, Gómes e Balanta afirmam que participaram de um 'triângulo' com empresário

Efe,

17 de fevereiro de 2008 | 15h03

A investigação do seqüestro de um empresário boliviano cometido por dois jogadores de futebol colombianos tomou novos rumos com as declarações de um dos acusados, que garantiu que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima, informaram os investigadores do caso. O promotor Leopoldo Ramos se mostrou "surpreso" com as declarações de Marlon Gómez e Alexander Balanta, os acusados de terem seqüestrado o empresário Ricardo Paz, pois o primeiro confessou ter um relacionamento com a vítima há mais de cinco anos e também disse ter uma esposa que está grávida. Gómes e Balanta, que jogam no clube boliviano Mariscal Braun, se declararam inocentes e também vítimas do rapto, além de terem assegurado que os três estavam em um apartamento no centro de La Paz com o intuito de manterem relações sexuais. O seqüestro foi denunciado na última quinta pelo empresário, que disse ter ficado preso por mais de 12 horas no imóvel na noite da última terça, para onde foi levado por Gómez e Balanta sob a ameaça de uma faca. Segundo Paz, ele teria dado uma carona à Gómez - que conhecia por ter sido seu funcionário - após um encontro casual. No meio do caminho, os colombianos ameaçaram Paz com uma faca e o obrigaram a ir até um apartamento alugado por Balanta no dia anterior, onde o empresário foi feito refém. Segundo o primeiro depoimento de Paz, ele teria aproveitado o fato de seus seqüestradores, totalmente bêbados, o terem deixado sozinho em um quarto. Com isto, Paz teria usado uma cama para bloquear a porta. Em seguida, quebrou as janelas, chamando a atenção dos vizinhos, que ligaram para a Polícia. No entanto, os jogadores afirmaram que foi Paz quem pediu o encontro para manter relações sexuais e que, uma vez no apartamento, chegaram outros colombianos que seriam os verdadeiros seqüestradores. Em declarações ao jornal La Prensa, o advogado de Marlon Gómez garante que seu cliente foi obrigado a levar o carro do empresário a uma garagem da cidade vizinha de El Alto e a sacar dinheiro com cartões de crédito de Paz. Os investigadores do caso, que já identificaram todos os suspeitos, averiguam as duas versões, especialmente tudo aquilo considerado estranho pelo promotor Ramos, como a causa de os colombianos teriam retido o empresário por toda a noite e apenas de manhã pediram o resgate de US$ 50 mil ao filho dele. Segundo Ramos, nestes casos de seqüestro relâmpago, os criminosos geralmente querem o dinheiro o mais rápido possível. Além disso, o Ministério Público boliviano investiga a versão do empresário, que denunciou torturas com descargas elétricas e com golpes nos testículos, o que para o promotor não era aparentemente necessário.

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