Luciano Claudino
Luciano Claudino

Jogadores da Ponte minimizam vantagem da ida e garantem foco total na volta

'Queremos entrar para a história', afirma o meia Lucca

Estadao Conteudo

21 de abril de 2017 | 18h50

O que mais se falou durante a semana nos lados do estádio Moisés Lucarelli, chamado pela torcida da Ponte Preta de forma carinhosa como Majestoso, é a necessidade de se manter o foco. Liberado aos poucos para atender a imprensa nestes dias, os jogadores deixaram bem claro que estão concentrados em buscar a vaga na final diante do Palmeiras e que a euforia vai ficar mesmo do lado de fora, para a torcida. No jogo de ida, em Campinas, a Ponte venceu por 3 a 0 e abriu ampla vantagem no confronto, que será decidido neste sábado, no Allianz Parque, em São Paulo.

O atacante William Pottker briga pela artilharia do Paulistão. Ele tem nove gols, igual a Gilberto, do São Paulo, e sabe que o mais importante "é colocar a Ponte Preta na final". Ao mesmo tempo que diz respeitar o adversário, ele reforça que "não podemos ficar só lá atrás na defesa. Temos que fazer nosso jogo, que é usar a velocidade para chegar no ataque em condições de finalizar".

Outro destaque é Lucca, meia emprestado pelo Corinthians e que é vice-artilheiro do time, com sete gols e mais cinco assistências. Nesta grande ascensão do time, ele acertou as arestas com o técnico Gilson Kleina que cobrava dele mais determinação na hora de voltar para recompor a marcação. "A gente acertou tudo, internamente", revela. "Nós queremos entrar para a história e a euforia a gente deixa para a torcida", diz ele, confiante.

O meia Clayson, que estaria nos planos do Corinthians, tem apenas 21 anos, mas parece encarar esta semifinal como mais um simples obstáculo. "A minha vida sempre foi de superação. Nós sabemos que teremos que jogar muito para segurar o Palmeiras lá no campo deles. Vou dar o máximo para ser finalista", prometeu.

HISTÓRIA E PREMIAÇÃO

Mais do que chegar às finais - contra Corinthians ou São Paulo - a Ponte Preta busca um sonho único. Um dos clubes mais antigos do Brasil, a Ponte nunca conquistou um título de expressão em 116 anos de vida. Só foi campeão da Divisão Especial, antiga Segundona ou divisão de acesso em 1969. Um grande esquadrão formado por Dicá, Manfrini, Samuel, Teodoro, Nelsinho e Wilson entre outros.

A importância de levantar um título pode ser entendida pela premiação já ofertada pela diretoria: R$ 2,5 milhões. É metade do valor que o clube calcula receber pelas premiações da Federação Paulista de Futebol (FPF).

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