Alexandre Battibugli/Fotoarena
Alexandre Battibugli/Fotoarena

Jogadores da Ponte Preta aceitam trocar conquistas pessoais pelo título inédito

Equipe enfrenta o Corinthians na luta pelo primeiro título expressivo de sua história

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017 | 17h34

A sintonia entre os jogadores e a torcida da Ponte Preta é muito grande. E mesmo aqueles que têm pouco tempo no clube sabem perfeitamente o significado da conquista do título do Campeonato Paulista diante do Corinthians. Tanto que os jogadores estão dispostos a abrir mão de suas conquistas pessoais para dar de presente, ao clube e à torcida, este sonho título. Afinal, vai ser o primeiro título de expressão do time em sua história centenária e de clube mais velho do Brasil, que completa 117 anos de vida em 11 de agosto.

O atacante William Pottker diz que não faz questão de ficar com a artilharia e o capitão Fernando Bob, pendurado com dois cartões amarelos, garante que não ficará chateado se não disputar o segundo jogo no estádio Itaquerão por causa de suspensão e ficar impedido de levantar a taça de campeão.

William Pottker, aos 23 anos, briga pela artilharia do Paulistão. Ele tem nove gols e divide a ponta com Gilberto, do São Paulo, que não joga mais. Curiosamente o seu principal perseguidor, agora, é o companheiro Lucca, com sete, seguido por Jô, do Corinthians, com seis. Henan, do Santo André, marcou oito vezes, mas também não entra mais em campo.

"Ser campeão pela Ponte Preta é um feito jamais visto, então é história de verdade. Se a gente levantar este título, com certeza nunca nós vamos ser esquecidos. Espero ser campeão e vou dar tudo para atingir este objetivo", disse William Pottker, já negociado com o Internacional. No ano passado, ele dividiu a artilharia do Campeonato Brasileiro, com 14 gols, com Diego Souza, do Sport, e Fred, do Atlético Mineiro. "Ser artilheiro é um grande feito, mas se por acaso não der, tudo bem, o que eu quero é ser campeão", completou.

Capitão do time, o volante Fernando Bob é um dos líderes do grupo. Nesta semana foi lembrado várias vezes de que está pendurado com dois cartões amarelos e, se for penalizado em Campinas (SP), não poderá defender o clube em São Paulo, no jogo de volta. "Não posso ficar pensando desta forma. Estamos concentrados no primeiro jogo e vou jogar naturalmente, sem me preocupar em evitar cartões. Se, por acaso, eu não puder ir ao jogo final, só espero ser campeão. Isso que importa", comentou.

KLEINA

Como aconteceu nas fases anteriores, diante de Santos e Palmeiras, o técnico Gilson Kleina não revelou a escalação oficial da Ponte Preta. Mas ele reforçou o pensamento de vencer este primeiro jogo final contra o Corinthians para depois tentar o inédito título paulista no Itaquerão. Além disso, espera um jogo bastante diferente dos anteriores nas quartas e nas semifinais.

"É uma final, um jogo decisivo, onde os nervos vão estar à flor da pele. Nesta altura, o Corinthians já nos estudou de forma exaustiva e sabe o que fizemos diante do Santos e do Palmeiras. Agora nós vamos ter que nos superar mais uma vez. Ser mais fortes na marcação e mais eficientes nas finalizações", receitou.

Mas Gilson Kleina, neste sábado festivo com a presença da torcida no treinamento final, garante que seus jogadores estão bem focados. "Ninguém está iludido aqui, mas todos sabem que terão que lutar muito, se entregar para buscar um bom resultado", afirmou.

Lembra também que será fundamental vencer este primeiro duelo, aproveitando o caldeirão armado pela torcida. "É difícil jogar aqui dentro porque a torcida fica em cima. Esta pressão cai nas costas do adversário", assegurou Gilson Kleina. "A sintonia do time com a torcida produz uma química que é difícil de explicar, mas que impulsiona os nossos jogadores. Temos que tirar proveito disso", concluiu.

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