Jogadores admitem incômodo com posição nas Eliminatórias

Brasil ocupa a sexta colocação na competição

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2016 | 11h00

Com o empate por 2 a 2 diante do Paraguai, na terça-feira, e os resultados dos outros jogos da rodada, a seleção brasileira caiu para a sexta posição nas Eliminatórias para a Copa de 2018, posição que permanecerá, pelo menos, até setembro, quando enfrenta a seleção do Equador, fora de casa. O fato de estar fora da zona dos classificados para a Copa, mesmo ainda faltando 12 rodadas para o término da competição, incomoda alguns jogadores.

"A situação preocupa, claro, porque o Brasil tem que estar sempre lá em cima. Sabemos que só com trabalho vamos evoluir e ir atrás de melhores resultados", disse o meia Lucas Lima, que destacou a vontade como determinante para evitar a derrota após a seleção sair perdendo por 2 a 0. "A competição exige isso. É uma competição diferente, que tem mais contato, e deixamos a desejar nisso no primeiro tempo. Nosso forte é a bola no chão e quando não dá, a gente tem que fazer de alguma forma para dar certo."

 

 

Responsável por duas grandes defesas no primeiro tempo, o goleiro Alisson acredita que o ponto poderá ajudar no futuro, mas que o momento é delicado da seleção. "É complicado. Não queremos estar nesse lugar. O Brasil não merece estar nesse lugar, mas tudo está nivelado e embolado. Quem estava atrás venceu e esse pontinho foi importante, pois nos colocou próximo deles. Não é o que a gente queria, mas pelas circunstâncias foi positivo", analisou o goleiro.

O zagueiro Miranda acredita que o time precisa crescer rápido para recuperar os pontos perdidos em jogos teoricamente mais simples. "temos que amadurecer o mais rápido possível e nas próximas rodadas buscar os pontos que ficaram para trás, pois eles podem fazer falta", destacou. "Futebol está cada vez mais de força e temos que aprender a jogar dessa forma", completou.

Para o meia Renato Augusto, a posição da seleção não chega a preocupar, mas poderia ser melhor. "Difícil dizer sobre colocação, porque a diferença é pequena. Dependendo, a gente poderia ter acabado em segundo, mas estamos em sexto. É difícil, mas acho que depois da Copa América teremos um trabalho maior para achar uma equipe e não deixar espaço. A gente precisa de treino, pois bom elenco nós temos e já mostramos isso", analisou.

A sexta rodada embolou as Eliminatórias. O Uruguai assumiu a liderança com 13 pontos, mesma pontuação do Equador, em segundo. Aparecem logo abaixo na ordem, Argentina (11), Chile (10), Colômbia (10), Brasil (9), Paraguai (9), Peru (4), Bolívia (3) e Venezuela (1).

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