Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Jogadores da seleção brasileira querem apoio no Mineirão

Contra o Uruguai, quarta-feira, time de Felipão voltará ao estádio em que foi vaiado em abril

ALMIR LEITE e SÍLVIO BARSETTI - Enviados Especiais, O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2013 | 08h00

SALVADOR - A seleção brasileira voltará na quarta-feira ao estádio em que foi vaiada pela última vez no País, o Mineirão. Mas, ao contrário do que ocorreu naquele 2 a 2 com o Chile, na noite de 24 de abril, agora o time está em ascensão. Vem de quatro vitórias seguidas, três na Copa das Confederações. Por conta disso, os jogadores esperam que a torcida mineira, protestos de rua à parte, desta vez apoie a seleção, como ocorreu no Rio, Porto Alegre, Brasília, Fortaleza e Salvador, cidades em que a equipe jogou depois.

 

Apoio pedido pelos jogadores. Mineiro de Teófilo Otoni, Fred encabeça a campanha: "Quero pedir ao mineiro, povo caloroso e respeitador, que incentive a seleção. Queremos sentir o mesmo apoio de Fortaleza e Salvador, porque mexeu com a gente, motivou muito".

 

Na partida com os chilenos, além do péssimo futebol, contribuiu para as vaias a rivalidade entre cruzeirenses (que tinham Dedé participando daquele amistoso) e atleticanos (então representados por Ronaldinho Gaúcho, Réver e Marcos Rocha). O atacante do Fluminense, formado no América-MG e ídolo do Cruzeiro, não acredita que tal situação se repita. "A torcida do Galo também gosta de mim. Nos jogos contra o Atlético que joguei pelo Fluminense eu senti esse carinho. Tenho certeza de que eles vão nos apoiar. Eu conheço meu povo."

 

Agora na reserva, em abril Réver participou do jogo com os chilenos e até marcou o primeiro gol. Para ele, o que ocorreu no amistoso não irá se repetir. "Naquele dia recebemos vaias porque jogamos mal. Agora o contexto é outro, o time está bem e tenho certeza de que todos os mineiros vão nos incentivar", diz o zagueiro atleticano.

 

Jô, autor de dois gols nesta Copa das Confederações, não jogou contra os chilenos. Mas sentiu o clima e também garante que o astral será outro: "Jogar em BH é muito bom. A seleção vive um momento diferente daquele jogo contra o Chile. Eu não joguei, mas estava na cidade e vi que a seleção não esteve bem, por isso a cobrança foi muito grande. Agora, com três jogos e três vitórias e a confiança elevada, a recepção vai ser muito melhor".

 

Olé. É o que esperam Fernando e Paulinho, vaiados naquele 24 de abril, quando a torcida pediu até mesmo que os chilenos dessem "olé" na seleção. "Em todos os lugares a gente foi muito bem recebido. Em Belo Horizonte não deve ser diferente, até pela fase que a gente vem vivendo", acredita o volante do Grêmio. "Agora trata-se de uma semifinal, aquele jogo era um amistoso. É uma competição oficial, no próprio País, a torcida certamente vai tentar empurrar o time à vitória. Não tem comparação com aquilo que aconteceu no último jogo lá no Mineirão", pondera Paulinho.

 

É a mesma opinião de outro volante, Luiz Gustavo. "Era outra situação, um amistoso só com jogadores que atuavam no País, o técnico estava fazendo testes", lembra. "Tenho certeza de que agora vai ser diferente, vamos receber apoio."

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