Eduardo Nicolau/Estadão
Eduardo Nicolau/Estadão

Jogadores da seleção brasileira vão atrás da taça que falta na Copa

Multicampeões em seus clubes, atletas do Brasil querem colocar o mundial no currículo

Ciro Campos, Leandro Silveira, enviado especiais / Sochi, O Estado de S.Paulo

14 Junho 2018 | 00h00

Não será pela falta de costume em dar voltas olímpicas que a seleção brasileira deixará a Rússia sem conseguir faturar o seu sexto mundial. Com a maior parte do grupo convocado por Tite em grande fase, o treinador tem à disposição 19 jogadores que foram campeões nos últimos 12 meses. Não têm, porém, o título mais importante, o da Copa do Mundo, alvo principal de suas carreiras.

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O batalhão de campeões que o técnico do Brasil pode escalar na competição traz um componente importante: saber ganhar, algo fundamental em um torneio de tiro curto, com apenas sete jogos e um mês de disputa como a Copa do Mundo. E isso tem sido costumeiro com Tite, que só perdeu um dos 21 jogos em que dirigiu a seleção. 

“A gente chega em um momento em que poderíamos falar como perfeito, com jovens de muita disposição e também com jogadores com certa rodagem”, avaliou o goleiro Alisson. Ele é um dos quatro jogadores convocados por Tite que não levantaram taças nos últimos 12 meses. Além dele, outros que não levantaram a taça são o zagueiro Miranda, o meia Renato Augusto e o atacante Roberto Firmino, finalista da Liga dos Campeões nesta temporada.

A rotina de conquistas dos jogadores da seleção também passa pela presença deles em clubes que brilharam na última temporada europeia. O Manchester City, que cedeu quatro jogadores para Tite, dominou o futebol da Inglaterra, assim como o Paris Saint-Germain na França, com Thiago Silva, Neymar e Marquinhos, e o Shakhtar Donetsk na Ucrânia, que teve Taison e Fred, recém-adquirido pelo Manchester United.

 

Há também os jogadores dos outros três gigantes da Espanha convocados por Tite, todos campeões na temporada 2017/2018, e os três únicos jogadores do futebol brasileiro, o gremista Pedro Geromel, campeão da Libertadores, e os corintianos Cássio e Fagner, que levaram o Campeonato Brasileiro.

Ainda mais importante, muitos dos convocados foram fundamentais em conquistas. É o caso de Neymar, eleito o melhor jogador do Campeonato Francês mesmo tendo encerrado a sua participação no torneio, por lesão, no fim de fevereiro, Marcelo, titular absoluto no Real Madrid, Philippe Coutinho, que conquistou seu espaço no poderoso ataque do Barcelona, Cássio, herói do título paulista do Corinthians. Isso reforça a sensação de que a seleção não depende apenas de um nome. “Equilíbrio é uma das coisas que faz a seleção brasileira ter um grande desempenho”, explicou o volante Paulinho.

Porém, com o jejum de 16 anos do Brasil sem Mundiais, o grupo que está na Rússia não possui jogadores que conquistaram uma Copa. Há seis remanescentes do fracasso em 2014. Até por isso, a vontade de dar uma nova volta olímpica, em 15 de julho, é ainda maior.

“Todos têm uma vontade gigante de vencer. Estamos trabalhando forte para isso durante toda a temporada. Chegar a este momento é um sonho para nós e a vontade de ganhar é a nossa maior arma”, disse Alisson, esperançoso em conquistar o maior título da sua carreira.

 

 

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