Jogadores de Corinthians e Vasco brigam

O cenário de guerra em que se transformou a entrada do vestiário do estádio de São Januário pelos jogadores de Vasco e Corinthians foi um triste exemplo para os torcedores da equipe carioca, em uma demonstração de que seus atletas não sabem perder, e do time paulista, que não soube vencer. A vitória corintiana, por 3 a 2, terminou ofuscada pela briga envolvendo o atacante Abuda, o goleiro Fábio Costa, o zagueiro Marinho, além do zagueiro vascaíno Ciro.Tudo começou porque ao final da partida Abuda deu a tradicional "pedalada" em um lance de ataque, enquanto prendia a bola para passar o tempo, contra o zagueiro Éder. Ao término do confronto, Ciro, ensandecido, foi tirar satisfações com Abuda, pedindo respeito ao Vasco.No tumulto, em um cena pouco comum, Fábio Costa tentou apazigüar os ânimos mas foi interpelado por Marinho, que queria agredir Ciro. Os dois corintianos passaram a brigar entre si e trocaram ofensas verbais. Antes de descer para o vestiário, o goleiro ainda acertou um soco em seu reserva, Tiago. "Estava do outro lado do campo e cheguei para separar. Não houve nada com o Marinho. Até porque, o Corinthians ganhou o jogo e está feliz", despistou Fábio Costa.Apesar da desculpa apresentada por Fábio Costa, o técnico do Corinthians, Márcio Bittencourt, admitiu a desavença entre os dois jogadores. Mas, até para evitar tumultuar o ambiente no Parque São Jorge, optou por amenizar o episódio. "Foi só um acerto isso é normal. O jogador sai de cabeça quente e os dois desceram discutindo. Se não tiver desavenças, não se consegue jogar futebol", argumentou o técnico do Corinthians.Mas, a briga poderia ter acarretado a prisão de outro argentino, dessa vez, o zagueiro Sebá. O comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), Major Marcelo Pessoa, foi até o vestiário vascaíno saber se o volante Felipe Alves, supostamente agredido pelo atleta corintiano gostaria de prestar queixa. Em seguida foi ao vestiário paulista ouvir a versão do jogador do Corinthians. "Todos os jogadores foram ouvidos e ninguém quer ir para a delegacia. Eles disseram que foi apenas um empurra-empurra. Não posso fazer mais nada", explicou o comandante do Gepe.Punição - A única pessoa encaminhada para a 17.ª Delegacia de Polícia Civil de São Cristóvão, zona norte, foi um torcedor do Vasco, que durante o tumulto arremessou um copo d?água sobre os jogadores. O lançamento deverá custar a perda de um mando de campo para o time carioca, caso o juiz Lourival Dias Lima Filho (BA) relate o episódio na súmula da partida e o clube do Rio seja denunciado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

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