Jogadores dizem "não" ao racismo nos jogos das quartas

Antes da partida entre Brasil e França, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo, neste sábado, em Frankfurt, Cafu, capitão da seleção brasileira, lerá uma declaração anti-racismo em nome dos demais jogadores do time: ?Nós rejeitamos o racismo ou qualquer forma de discriminação, seja dentro ou fora dos jogos. Com o poder do futebol, podemos ajudar a erradicar o racismo do nosso esporte e do resto da sociedade?. Zidane, capitão da equipe francesa, fará o mesmo.Essa iniciativa faz parte de uma parceria entre a Fifa e a Unicef com o intuito de banir o preconceito racial nos estádios e no mundo. A leitura das mensagens se repetirá em todos os jogos da fase de quartas-de-final desse Mundial. Já no primeiro embate desta sexta-feira entre Alemanha e Argentina, em Berlim, Michael Ballack e Juan Pablo Sorín, capitães da Alemanha e Argentina, respectivamente, leram breves mensagens. "Lutando todos juntos, podemos erradicar o racismo, esse mal que nos afeta", disse Ballack, enquanto Sorín disse: "em nome da seleção argentina, pedimos que nos ajudem a combater o racismo na sociedade porque todos somos iguais". O anúncio da idéia foi feito na última quarta-feira pela diretora executiva da Unicef, Ann Veneman e pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter. Além da declaração dos jogadores, em todas as partidas desta Copa, desde a primeira fase, uma faixa estendida no centro do campo, antes do início dos jogos, contém os dizeres "Tempo de Fazer Amigos", lema dessa Copa, e "Diga não ao Racismo".

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