Enrique Marcarian
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Jogadores do Boca rejeitam pensar em final argentina: 'Foco no Palmeiras'

Equipes se encontram pela terceira vez em um mata-mata pela Libertadores

Paulo Favero / Enviado Especial / Buenos Aires, O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2018 | 05h00

Na Libertadores de 2000 e 2001, Palmeiras e Boca Juniors se enfrentaram em duelos decisivos. Apesar da igualdade no marcador nas quatro ocasiões, os argentinos levaram a melhor nas duas disputas de pênaltis. Na primeira, o Boca foi campeão. No ano seguinte, eliminou o time brasileiro na semifinal.

Quem atuava no Boca  naquele período era Guillermo  Schelotto, jogador habilidoso que comanda a equipe desde 2016. Os argentinos do Boca confiam no técnico. “Por estar muito tempo na função, ele tem o time na mão. Conhece os atletas e como  podem render”, diz Juan Ernesto Gomez,  torcedor do time que se lembra bem dos duelos com o Palmeiras anos atrás.

Dois ídolos do Boca  não estão conseguindo mostrar  potencial.  Carlitos Tevez  é reserva e, desde que retornou a Buenos Aires, ainda não empolgou. Mas é experiente e pode ser decisivo na quarta-feira. O outro é o volante Fernando Gago, acometido por lesões nos últimos anos. “Fisicamente me sinto bem”, comentou para a rádio Continental. Aos 32 anos, ele pode ajudar o Boca a avançar na competição.

Obviamente, na Argentina já se comenta a possibilidade de ter uma final entre Boca e River Plate, que é rival do Grêmio nesta terça na outra semifinal. Os jogadores argentinos, porém, não querem pular etapa. “Nosso foco é o jogo com o Palmeiras. Se passarmos, aí veremos com quem será a decisão, que é sempre distinta independentemente do adversário”, comentou Gago.

O presidente do Boca, Daniel Angelici, que esteve na sede da Conmebol com os outros três representantes dos clubes semifinalistas, concordou com o seu atleta. “Só pensamos no Palmeiras. E queremos chegar à final.”

O Boca vive um momento de instabilidade, mas tanto dirigentes quanto torcedores acham que a equipe tem condições de superar o momento por ser uma partida importante. “Não estamos jogando bem, mas as partidas da Libertadores são distintas. São 180 minutos e teremos de estar concentrados em nosso campo para não sofrer gol e conseguir, assim, um bom resultado para ir a São Paulo”, afirmou o dirigente.

Na primeira fase da competição, os dois times se enfrentaram e o Palmeiras levou a melhor, ganhando por 2 a 0 na Bombonera e empatando por 1 a 1 no Allianz. Nas ruas, o torcedor argentino quer saber como está o Palmeiras e mostra apreensão. O dirigente tenta manter o otimismo. “Acho que vai ser um lindo jogo. Agora começa uma etapa decisiva e as partidas têm de ser jogadas. Ninguém vai ganhar com a história ou com a camisa, teremos de ganhar dentro de campo. O Boca tem grandes jogadores e confio muito neles”, avisou.

 

 

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