Jogadores do Brasil viram bonecos em coleção infantil

Além das figurinhas, uma febre no País, os jogadores da seleção brasileira podem também virar mania dos colecionadores por outro caminho. Uma empresa nascida em Londres, e que está no Brasil desde 2013, a Creative, entrou em campo com o time nacional para produzir bonequinhos dos convocados de Felipão. A coleção, batizada de minicraques, leva a assinatura da Soccerstarz. São 15 modelos desenhados a partir de imagens reais, digitalizadas e esculpidas em moldes de plásticos.

ROBSON MORELLI, Agência Estado

31 de maio de 2014 | 06h24

Dos escolhidos, apenas um não foi lembrado pelo treinador: Lucas Leiva. No álbum, Robinho é a figurinha carimbada.

Há bonequinhos de Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo, Luiz Gustavo, Paulinho, Ramires, Oscar, Dante, Hulk, Bernard, Jô e, claro, Neymar. A mania de colecionar jogadores é bastante difundida na Europa, com 180 milhões de minicraques confeccionados desde 1995, quando nasceu o produto. Clubes com Barcelona, Chelsea, Manchester e Paris Saint-Germain têm contratos de parcerias e ganham com esse tipo de produto.

No Brasil, o processo é bastante complexo. Há dois caminhos para conseguir os acordos. O primeiro é com a CBF. "Temos o licenciamento da marca ?seleção brasileira?, conseguido com a CBF, que detém seus direitos, para esta Copa do Mundo e também para a Olimpíada do Rio de 2016", explica o diretor da empresa no Brasil, Leonardo Albuquerque.

Feito o acordo com a CBF, é preciso percorrer outro caminho, esse muito mais longo: convencer os jogadores de negociar seus direitos de imagem. Sem esse licenciamento, qualquer produto colocado no mercado é considerado pirata. "Levamos oito meses para pegar a assinatura de todos os 15 jogadores.

Dos que queríamos fazer, apenas o atacante Fred não se interessou pelo negócio", conta Albuquerque, para logo em seguida ressaltar o profissionalismo do estafe de Neymar. "Ele está no mesmo nível dos jogadores da Europa, bem organizado e profissional. Foi muito fácil e tranquilo negociar com ele."

Neymar também foi quem fez mais exigências, quase sempre ligadas à marca Neymar Jr. e relacionadas ao design da peça. Pediu retoques. "Tivemos de refazer seu bonequinho quando ele se transferiu para o Barcelona e mudou o penteado."

O diretor da Creative no Brasil conta que a negociação com os jogadores é individualizada, contrato por contrato, e sem qualquer padrão definido. É se sentar à mesa e negociar. Os contratos, cujos valores não foram revelados, são feitos por períodos médios de 36 meses de licenciamento, sem qualquer porcentagem de venda para o atleta. Neymar preferiu assinar por dois anos apenas. Cada um também ganha uma cota para distribuição, que pode ser de 100, 200, 500 ou 2 mil unidades, como foi o caso de Neymar.

A empresa inglesa aposta no carisma dos jogadores com as crianças. Além de Neymar, David Luiz também sai na frente nesse quesito. Como se trata de uma coleção, a ideia é que todos os bonecos, de 4,5 cm e preço de R$ 14,90, sejam adquiridos. E que virem febre na Copa.

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