Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Jogadores do Palmeiras criticam a arbitragem e o VAR após empate

Arbitro de vídeo foi decisivo no placar do jogo, ao sugerir a marcação de dois pênaltis para o Bahia

Redação, Estadao Conteudo

11 de agosto de 2019 | 19h46

Os jogadores do Palmeiras criticaram a atuação do árbitro de campo Igor Benevenuto e do VAR após o empate por 2 a 2 com o Bahia, neste domingo, no Allianz Parque, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O jogo teve a intervenção do VAR em quatro lances importantes: no primeiro gol do Palmeiras, para validar a posição de Dudu; na expulsão de Felipe Melo; e nos dois pênaltis a favor do Bahia.

"Acho que foi um bom jogo, a equipe deles é boa. Quem complicou o jogo foi o juiz, ele é que deve dar entrevista e explicar o que houve. Às vezes o árbitro se perde dentro do jogo e a gente tem que se controlar melhor do que eles. Acho que os árbitros no Brasil precisam melhorar", disparou Dudu, autor dos dois gols do Palmeiras, um em cada tempo.

No segundo tempo, o VAR auxiliou na marcação de dois pênaltis para o Bahia, ambos convertidos por Gilberto. No primeiro, a bola tocou no braço de Diogo Barbosa. Houve pouca reclamação. No segundo lance, mais polêmico, o árbitro do gramado e o de vídeo decidiram como faltoso o choque de Luan com Arthur Caíke dentro da área. Foi o estopim para explodir a revolta palmeirense.

"O Arthur falou comigo: desculpa, nem encostei na bola, sem querer bati em você. E o árbitro foi e marcou pênalti. É um assunto muito chato pra falar. Toda rodada tem uma confusão. Uma coisa que veio para ajudar e ser prejudicado por um erro da tecnologia é complicado", desabafou Luan.

O técnico Luiz Felipe Scolari adotou um discurso mais cauteloso e, em tom de ironia, evitou criticar o árbitro de vídeo. "Eu não posso falar nada sobre pênalti. Quem fala é o VAR. Se ele diz que foi, não posso falar nada. Se acho que não foi, não vai mudar nada. Para que vou emitir opinião? Não adianta", afirmou.

"O VAR está aí, para melhorar, piorar ou para ter problemas, para que no futuro seja mais organizado. Foi institucionalizado. Um dia acham pelo em ovo de um lado, outro dia em outro lado. Temos que ficar quietos até termos certeza do que está sendo analisado. Vai evoluir. Mas isso é o futuro. Não vou discutir sobre hoje, porque não adianta. Está ai e temos que trabalhar em cima dele", acrescentou.

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