Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Jogadores do Palmeiras criticam arbitragem: 'Sempre contra a gente'

Time reclama de gol legal anulado por impedimento diante de Chapecoense, no último minuto da partida na arena

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

29 de abril de 2018 | 19h13

O empate em 0 a 0 com a Chapecoense neste domingo, no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro, deixou os jogadores do Palmeiras furiosos por um erro de arbitragem. O mineiro Igor Benevenuto anulou por impedimento um gol legal do zagueiro Antônio Carlos, no último lance, e fez o time protestar bastante e lembrar do incidente na final do Campeonato Paulista, contra o Corinthians.

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O atacante e capitão Dudu foi um dos mais exaltados nas entrevistas depois do jogo. "Rodadas atrás falavam que tinha esquema para a gente. Agora vamos ver o que vão falar. Não adianta falar que é 'chororô', não é. Erram contra a gente dentro do nosso estádio sempre", afirmou o jogador. Na partida o time teve um outro gol anulado, feito por Borja, e uma reclamação de pênalti em Felipe Melo.

O meia Moisés também criticou a arbitragem e ainda atacou indiretamente o Corinthians. O clube foi um dos que votou contra no ano passado à adoção do árbitro de vídeo em partidas do Campeonato Brasileiro deste ano e é alvo de reclamações palmeirenses pela final do Campeonato Paulista. Naquele jogo o árbitro Marcelo Aparecido de Souza marcou um pênalti e depois cancelou, em decisão que levantou suspeita de inteferência externa.

"Enquanto não tiver árbitro de vídeo esses lances pequenos vão acabar gerando dúvida. Mas tem clubes que não aceitam ou não quiseram que tivesse o árbitro. Talvez porque já tenham de alguma outra forma", afirmou Moisés. Questionado sobre o assunto, o técnico Roger Machado disse que preferiria não comentar sobre arbitragem.

O autor do gol anulado também demonstrou estar inconformado. "Errar, todo mundo erra. Mas está constante aqui dentro de casa, no Allianz Parque. Isso é chato. A gente planeja e 'martela' o adversário, quando faz o gol legal, ele não vale", criticou.

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