Amanda Perobelli/ Reuters
Amanda Perobelli/ Reuters

Jogadores do Santos creditam empate com São Paulo a 'primeiro tempo ruim'

Ideia era manter o atacante Marinho, que marcou o gol de empate, descansado para jogo da Libertadores, mas não foi possível

Redação, Estadão Conteúdo

12 de setembro de 2020 | 22h02

Ganhar o clássico do São Paulo na Vila Belmiro significaria ao Santos dormir no G-4 do Brasileirão e encostar nos líderes. O time buscou o empate por 2 a 2, depois de estar duas vezes em desvantagem, mas o resultado foi considerado amargo. Para os jogadores santistas, o "primeiro tempo ruim" determinou a perda de dois pontos em casa.

O Santos foi apático na primeira etapa, na qual teve o astro Marinho no banco de reservas. Sem sua referência, e com jogadores jovens na escalação (Lucas Lourenço, Arthur Gomes, e Lucas Braga) viu o São Paulo partir com tudo e criar chances atrás de chances. E anotar seus dois gols.

Após bronca de Cuca no intervalo, o time cresceu, se encontrou e chegou ao empate graças a Marinho, lançado no time aos 21 minutos do segundo tempo. Mas não conseguiu virar e acabou lamentando um tropeço em casa diante de concorrente direto na briga pelo topo. Podia igualar o São Paulo em pontos e segue três atrás.

"Não fizemos um grande primeiro tempo, eles foram superiores", admitiu o zagueiro Lucas Veríssimo. "Mas ainda assim, criamos", avaliou, evitando caça às bruxas. "Fizemos um grande segundo tempo, claro que ainda erramos bastante, mas temos de corrigir para que não aconteça de novo."

Autor do gol do 1 a 1, o lateral-direiro Madson exemplificou bem como foi o primeiro tempo santista na Vila Belmiro, para ele, um time "descompactado". "A transição não está com liga, muito espaçada. E a equipe, lenta, um pouco descompactada", falou, prevendo a bronca de Cuca.

Cuca não queria utilizar Marinho no clássico. Pretendia ter sua estrela totalmente descansada diante do Olímpia, em rodada da Copa Libertadores, na terça-feira. Admitiu, antes de a bola rolar, porém, que precisaria ver como "o jogo vai desenrolar".

Diferentemente de Soteldo e Sanchez, poupados diante do Ceará, e de Pará, descansado diante de Atlético-MG e São Paulo, o técnico parece perceber uma dependência do time para com o camisa 11. Ninguém consegue decidir, parecem esperar pelos chutes fortes e decisivos do atacante e aí está uma solução que Cuca precisa achar.

O medo do treinador e da comissão técnica é de "estourar" o jogador que vem fazendo a diferença na temporada.

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