Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Jogadores do São Paulo evitam falar da torcida e dizem que só vitória fará a crise acabar

Denis é um dos poucos a comentar sobre invasão no sábado

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

28 Agosto 2016 | 18h56

Os jogadores do São Paulo, inclusive alguns dos agredidos no último sábado, talvez por receio da torcida, preferiram evitar o assunto e destacaram a necessidade do time voltar a vencer para afastar a crise e se distanciar da parte de baixo da tabela no Campeonato Brasileiro

"Foi uma semana difícil para gente. Hoje (domingo) era dia para se superar. Talvez não tenha sido a nossa melhor partida, mas brigamos pelo resultado e estamos passando por um momento complicado. Agora precisamos recuperar a confiança e vamos aproveitar esses dez dias para consertar o que está faltando", disse o volante Hudson.

O lateral-esquerdo Carlinhos, falou rapidamente no gramado. "O momento não é de falar sobre esse assunto (violência da torcida). Vocês sabem o que aconteceu e vamos focar no campo, porque a situação não está boa. Já passou e quanto mais a gente falar, mais vai aparecer coisa. Então, o melhor é focar dentro de campo, pois precisamos melhorar", se esquivou. 

O goleiro Denis foi um dos poucos que comentou um pouco mais sobre a agressão. "A torcida tem o direito de cobrar, mas não pode invadir o nosso meio de trabalho. Já passei por isso em outro clube que eu jogava e fico triste, porque acredito que não será desta forma que vamos melhorar. A gente sabe que não estamos rendendo", comentou. 

Após o jogo, a maioria dos atletas deixou o Morumbi sem falar com a imprensa. No sábado, cerca de 400 torcedores invadiram o treino no CT da Barra Funda e agrediram Carlinhos, Wesley e Michel Bastos, além de cobrar a diretoria e os demais atletas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.