Jogadores do São Paulo ignoram provocação de palmeirenses

Antes do clássico, torcida organizada do clube alviverde envia flores ao Centro de Treinamento do tricolor

Marcius Azevedo, Jornal da Tarde

15 de outubro de 2008 | 19h18

Nenhum jogador do São Paulo quis comentar o assunto. Orientados, evitaram entrar em polêmica depois que integrantes da Mancha Alviverde enviaram flores ao CT do São Paulo. O único que não ficou calado foi o superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha. A brincadeira, segundo ele, não foi inteligente. "Recebemos com carinho, mas o cartão foi um pouco agressivo e vai contra tudo que esperamos no clássico. Se tiver algum problema, saberemos o culpado." Veja também:Ingressos para clássico paulista estão esgotadosLuxemburgo admite vantagem por jogar no Palestra Itália Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão No cartão, os palmeirenses dizem que os são-paulinos serão "bem recebidas" no Palestra Itália, e que no domingo "tem mais". "É inadequado e impróprio o momento, já que estamos lutando por uma reação. Eu sou de brincar, mas não faço isso. Se acontecer atos ruins, nada partiu do São Paulo." O dirigente, recém-eleito vereador, ainda cobrou atitude da diretoria do Palmeiras para evitar problemas no clássico. "Eles têm a obrigação de dominar seus torcedores dentro de sua casa para que não cometam atos impróprios." Já os jogadores evitaram o assunto. "Isso não tem nada a ver com a gente. É coisa de torcida e não podemos entrar nessa euforia. É coisa extracampo e estamos concentrados na partida, que é muito importante para nosso time", desconversou o zagueiro Rodrigo. O mesmo discurso adotou o atacante Borges. "O torcedor pode se manifestar da maneira que achar melhor, desde que tenha respeito. Não estamos preocupados com isso. Não vou dar resposta pela imprensa para criar polêmica." Embora condene a atitude dos torcedores, Marco Aurélio não perdeu a chance de cutucar o rival ao ser questionado sobre as declarações dos palmeirenses que se colocaram como favoritos para o clássico de domingo. "O São Paulo é o atual bicampeão brasileiro e está em conta com sua torcida. Isso (admitir o favoritismo) só cria uma pressão ainda maior neles, que precisam mais desse título do que nós. Não é hora de dar resposta, deixa essa responsabilidade para eles", afirmou o dirigente, lembrando que o Palmeiras não é campeão brasileiro desde 1994.

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