Jogadores do São Paulo reclamam de campo 'apertado' em Barueri

Falta de espaço e boa marcação do Corinthians dificultaram o time no clássico

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

12 de maio de 2014 | 10h05

SÃO PAULO - O técnico Muricy Ramalho bateu o pé para que o São Paulo mandasse o jogo na Arena Barueri, mas ele foi um dos poucos a achar que era a melhor coisa a se fazer. O presidente Carlos Miguel Aidar preferia utilizar algum estádio da Copa do Mundo para enfrentar o Corinthians, como a Arena Amazônia, em Manaus, ou o Mané Garrincha, em Brasília. Mas o comandante do time não queria viagens longas para o elenco.

Muricy, por sua vez, também vetou o Pacaembu, que para ele ainda é o estádio do rival. "O que a gente vê são as condições do estádio. E aqui elas são excelentes, escolhemos por isso. É bom para jogar futebol. Para o público, um lugar central como o Pacaembu é melhor. Mas, até a inauguração da Itaquerão, o Pacaembu é deles", avisou.

O que os jogadores sentiram na pele foi que, em um campo mais apertado como o de Barueri, furar o bloqueio corintiano se tornou uma tarefa mais difícil. "A Arena Barueri tem um campo apertado e a equipe deles joga em função do Guerrero. Depois tomamos um gol de bobeira e tivemos de correr atrás, foi difícil", comentou o zagueiro Antonio Carlos.

O Morumbi, estádio preferido de todos os jogadores do elenco, não pôde ser utilizado porque o São Paulo alugou o estádio para shows no fim de semana. Para o lateral Alvaro Pereira, isso atrapalhou um pouco. "Era melhor no Morumbi, mas jogar um clássico é sempre bonito. Acho que foi um jogo fechado, em um campo pequeno, bem pegado. Queríamos vencer, mas tivemos apenas um ponto conquistado", concluiu.

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