Jogadores do Vélez assistem funeral de torcedor assassinado

Técnico Hugo Tocalli e alguns atletas prestam homenagem a Emanuel Álavrez, morto numa briga entre torcida

Efe,

17 de março de 2008 | 15h08

O técnico do Vélez Sarsfield, Hugo Tocalli, e alguns jogadores do elenco foram ao funeral de Emanuel Álvarez, torcedor do clube assassinado sábado perto do estádio do San Lorenzo. Veja também: Maradona pede maior segurança após nova onda de violência Os jogadores Sergio Sena, Damián Escudero, Hernán Pellerano, Maxi Bustos, Mariano Uglessich e Sebastián Peratta estiveram no cemitério de Chacarita, em Buenos Aires, onde foram enterrados os restos do torcedor. Álvarez levou um tiro no peito num ônibus a caminho da partida entre as equipes, pela sexta rodada do Torneio Clausura do Campeonato Argentino. Como o autor do disparo ainda não foi descoberto, o Ministério da Justiça ofereceu 100 mil pesos (cerca de R$ 50 mil) a quem contribuir com informações sobre o assassino. O San Lorenzo se eximiu de qualquer responsabilidade, afirmando ter cumprido todas as normas de segurança. Dirigentes e jogadores de Vélez Sarsfield afirmaram que Álvarez, de 21 anos, não fazia parte de nenhum grupo violento. Ele era sócio do clube e conhecido por muitos lá dentro. O ministro de Justiça da Argentina, Aníbal Fernández, qualificou o assassinato como um fato não relacionado ao esporte e disse que não houve nenhum tipo de confronto até Álvarez ser atingido. "Que história queremos descobrir por causa disto? A única coisa que há é um assassino que deu um tiro no peito de um menino", afirmou o ministro, que criticou a imprensa esportiva por insistir que o fato faz parte da onda de violência que assola o futebol. "É um fato criminal, não dos problemas do esporte. Poderia ter ocorrido mesmo se os ônibus levassem uma equipe de basquete ou aposentados numa excursão", afirmou. Fernández disse que um exemplo de violência no futebol ocorreu no domingo, quando uma briga entre torcidas do Boca nas dependências do clube deixou um ferido e 183 detidos. Duas partidas acabaram suspensas no sábado: San Lorenzo x Vélez Sarsfield e Gimnasia y Esgrima de Jujuy x Lanús, sendo a última por falta de segurança, já que boa parte dos policiais da cidade controlava um protesto de funcionários públicos na sede do Governo Provincial. A Associação do Futebol Argentino (AFA) determinará esta semana a reprogramação das duas partidas.

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