Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Jogadores evitam usar virose como justificativa para queda

'Ficar arranjando desculpa depois de derrota é feio', diz Miranda

ALMIR LEITE E GONÇALO JÚNIOR, Estadão Conteúdo

27 de junho de 2015 | 22h50

Os jogadores da seleção brasileira não usaram virose que acometeu o grupo como desculpa para a eliminação na Copa América. Eles consideram que a equipe teve o jogo na mão no primeiro tempo, mas errou depois e pagou o preço por isso neste sábado, diante do Paraguai. "Ficar arranjando desculpa depois de uma derrota é feio. Perdemos para uma boa equipe, temos de parabenizá-los e corrigir os defeitos para o futuro", disse o capitão Miranda.

O médico da seleção, Rodrigo Lasmar, disse que os jogadores amanheceram na quinta-feira se queixando de dores pelo corpo, fraqueza e também tiveram febre. Mas Miranda garantiu que isso não influiu no rendimento do time. "A gente estava com total condição de jogar bem e não aconteceu", afirmou. "A virose não prejudicou. Não foi por isso que perdemos", acrescentou o meia Willian.

O zagueiro disse só apenas dois jogadores não sofreram com a virose. Mas prefere olhar para o futuro, consciente de que a pressão sobre a seleção vai aumentar. "Agora é levantar a cabeça. Infelizmente mais uma derrota a gente veio com proposta de conquistar o título para apagar uma imagem que foi deixada", disse, numa referência ao fracasso na Copa do Mundo. "Mas não vale a pena ficar lamentando."

Thiago Silva, que cometeu o pênalti durante a partida que resultou no gol de empate do Paraguai, disse não se lembrar de ter colocado a mão na bola. "O árbitro falou que vu mão, mas não sabe quem colocou. Aconteceu de novo (o lance foi semelhante ao pênalti que ele fez no jogo PSG x Chelsea pela Liga dos Campeões. Vão falar que foi infantil, mas tenho a consciência tranquila."

Robinho foi substituído na etapa final e se surpreendeu. "Eu estava bem, queria ficar para cobrar o pênalti. Mas creio que o Dunga entendeu que eu estava cansado."

A seleção, agora, fará dois amistosos em setembro, nos Estados Unidos, contra os norte-americanos e a Argentina, e em outubro inicia a disputa das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018.

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