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Jogadores fazem greve e Villa Nova-MG terá só 12 atletas na Série D

Técnico viaja a Duque de Caxias com 5 profissionais e 7 da base

Estadão Conteúdo

04 de setembro de 2015 | 18h57

Se os grandes clubes estão com sérias dificuldades financeiras, é possível imaginar os problemas enfrentados pelos clubes que disputam outras divisões, como a Série D do Campeonato Brasileiro. Para não dar W.O. contra o Duque de Caxias, neste sábado, às 15 horas, na Baixada Fluminense, a delegação deixou Minas Gerais com apenas 12 jogadores, entre eles alguns formados na base.

Isso porque durante a semana o elenco entrou em greve por atrasos salariais. Os 20 jogadores profissionais do clube (os que deveriam receber salários) estão com os vencimentos atrasados há até nove meses. Os funcionários do Villa Nova também não estão recebendo e, por isso, a estrutura é precária. Os jogadores chegaram a ficar sem comida por conta da greve das cozinheiras.

Os 20 profissionais, 15 optaram por não jogar diante do Duque de Caxias. Faltando duas rodadas para o fim da competição, o Villa Nova, que só soma três pontos, não tem mais chance de classificação. A diretoria, entretanto, quis evitar uma punição por um eventual W.O..

Contando com apenas esses cinco profissionais, o técnico Felipe Surian conseguiu reunir um grupo de mais sete jogadores das categorias de base para a viagem. Assim, terá à disposição 11 titulares e um goleiro reserva.

TRADIÇÃO

O Villa Nova é um clube tradicional de Nova Lima, região metropolitana da capital mineira. Fundado há 107 anos já teve seus dias de glórias, tendo sido tetracampeão mineiro na década de 30 e depois campeão em 1951. Mas vive momentos críticos. O presidente Nélio Aurélio assumiu o clube há pouco mais de um mês, com débitos para jogadores e credores. Ele nem sabe ao certo qual o rombo do clube.

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